HONDA CBX 750 R
HONDA CBX 750 R
Ficha técnica
Sobre a HONDA CBX 750 R
Honda CBX 750 R
A Honda CBX 750 R representa um marco na história das motocicletas esportivas, tornando-se um ícone dos anos 80 e 90 no mercado brasileiro. Desenvolvida para atender motociclistas experientes que buscavam uma combinação equilibrada de potência, confiabilidade e versatilidade, esta lendária máquina conquistou uma legião de admiradores e mantém até hoje um status de culto entre entusiastas. Robusta e com personalidade marcante, a CBX 750 R foi uma das primeiras grandes cilindradas a ser montada no Brasil, democratizando o acesso às motos de alta performance no país.
Design e Categoria
Pertencente à categoria street/naked, a CBX 750 R exibe um design atemporal com linhas retas e robustas que refletem a estética característica dos anos 80. Seu visual musculoso é definido pelo imponente motor de quatro cilindros exposto, complementado pelo tanque de combustível alongado e carenagem lateral minimalista. Lançada originalmente no mercado japonês em 1984, chegou ao Brasil em 1986, onde foi produzida até 1994 na fábrica da Honda em Manaus. A versão brasileira recebeu adaptações específicas para nosso mercado, incluindo o característico farol retangular que se tornou sua marca registrada, diferenciando-a da versão internacional e conferindo-lhe uma identidade própria que resistiu ao teste do tempo.
Motor e Desempenho
O coração da CBX 750 R é seu impressionante motor tetracilíndrico em linha de 747cc, refrigerado a ar e óleo (DOHC), capaz de desenvolver 90 cavalos de potência a 9.500 rpm e um torque de 7,0 kgf.m a 8.500 rpm. Este propulsor robusto se destacava pela suavidade de funcionamento e pela distribuição linear de potência, oferecendo uma experiência de pilotagem que combinava desempenho esportivo com docilidade no uso cotidiano. O sistema de alimentação contava com quatro carburadores Keihin de 34mm, responsáveis por uma resposta precisa ao acelerador. Na prática, estes números se traduziam em uma aceleração vigorosa e uma velocidade máxima que ultrapassava os 200 km/h, impressionante para a época, permitindo ultrapassagens seguras em rodovias e uma experiência emocionante em estradas sinuosas.
Chassi e Ciclística
A estrutura da CBX 750 R é baseada em um chassi tubular de aço do tipo berço duplo, que proporciona excelente estabilidade mesmo em altas velocidades. A suspensão dianteira conta com garfos telescópicos convencionais com 130mm de curso, enquanto a traseira utiliza um sistema Pro-Link com monoamortecedor regulável, oferecendo 120mm de curso. Este conjunto garantia um equilíbrio notável entre conforto e esportividade. O sistema de freios era composto por discos duplos na dianteira com 276mm de diâmetro e um disco simples na traseira de 258mm, ambos acionados por pinças de dois pistões. As rodas de liga leve de 18 polegadas na frente e 17 polegadas atrás, calçadas com pneus de perfil adequado à sua proposta, contribuíam para uma condução precisa e segura, tanto em retas quanto em curvas mais técnicas.
Curiosidades e Pontos de Destaque
A CBX 750 R foi a primeira grande motocicleta Honda produzida no Brasil, o que representou um marco na indústria motociclística nacional. Um dos seus diferenciais técnicos era o sistema de partida por inércia (Inertial Self Starter), que dispensava o tradicional motor de arranque elétrico, substituindo-o por um engenhoso mecanismo que utilizava um volante de alta inércia para dar partida no motor. Outro destaque era seu painel completo para a época, que incluía indicador de marcha engatada e de nível de combustível, além do revolucionário sistema de autodiagnóstico que identificava falhas elétricas através de códigos, uma tecnologia avançada para o período. A confiabilidade proverbial do modelo fez com que muitas unidades ultrapassassem os 100.000 km sem necessidade de intervenções mecânicas significativas. Além disso, a CBX 750 R conquistou vitórias importantes em competições de endurance no Brasil, comprovando sua robustez e desempenho. Até hoje, clubes de proprietários mantêm vivo o legado desta motocicleta, organizando encontros e preservando exemplares em estado original, tornando-a um verdadeiro objeto de colecionador.