A Suzuki GSR 150 i competiu no maior segmento do mercado brasileiro, o das street. O modelo chegou com a dura tarefa de encarar o best seller Honda CG 150 e também a Yamaha Factor 125, outro sucesso de vendas. Relembre sua história, teste, números e saiba se ainda vale a pena comprar uma GSR.
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Suzuki GSR 150i esteve à venda de 2011 e 2017, encarando concorrentes como Honda CG e Yamaha Factor
Suzuki GSR 150 i
A GSR 150 i chegou no Brasil em 2011, com a missão de conquistar espaço no concorrido mercado das street de 150 cilindradas. Para se distanciar das concorrentes apostava em equipamentos exclusivos, como o painel com indicador de marchas, suspensão traseira a gás e também freio a disco na roda dianteira e partida elétrica, itens ausentes nas versões básicas de Honda e Yamaha. Além disso, apresentava nível de acabamento superior.

Visual tinha linhas tradicionais da marca, mas muito próximas as da Yes 125
O porém estava no preço, já que a GSR 150 tinha valor próximo ao da líder CG. Em março de 2012, por exemplo, uma Suzuki zero quilômetro tinha preço médio de R$ 6.813, enquanto uma CG 150 topo de linha, ESD MIX, saía por R$ 7.248. A Factor ED custava R$ 7.040 nas concessionárias.

Nível de acabamento era superior ao das concorrentes no início da década passada
Assim, os recursos da Suzuki não conseguiram fazer frente a tradição da dupla Honda e Yamaha no segmento. Em 2012, por exemplo, a Suzuki emplacou pouco mais de 4 mil unidades da GSR, ante mais de 250 mil da CG 150.
Motor, potência e consumo
A Suzuki obedecia ao figurino das streets da época. Tinha motor de um cilindro, 149,5 cm³, OHC (Comando de Válvulas no Cabeçote), com duas válvulas e arrefecido a ar. O conjunto era alimentado por injeção eletrônica Mikuni e trabalhava com câmbio com seis marchas.

Motor era simples e honesto. Entregava 12 cv, trabalhando junto da injeção eletrônica e câmbio de seis velocidades
Nesta configuração, a GSR 150 oferecia 12 cv de potência máxima, a 8.000 rpm, e 1,08 kgf.m de torque a 6.000 rpm. No nosso teste, o consumo médio ficou na casa dos 32 km/litro enquanto na estrada subiu para 35 km/litro. Já a velocidade final foi de 105 km/h reais – perto dos 120 km/h no painel analógico.
Fim da linha
A GSR 150i saiu de linha em 2017, mesmo ano em que os modelos de baixa cilindrada da Haojue passaram a ser vendidos nas concessionárias Suzuki no Brasil, numa parceria entre as duas marcas e sua representante no país, a J Toledo. A Yes 125, quase uma versão simplificada da GSR, deixou de ser vendida ainda em 2016.

HaoJue DK 150 substituiu a GSR, em 2017
Pontos positivos
A street da Suzuki era econômica, bem equipada e, dentro da sua proposta, confortável e com desempenho. Era uma opção aos que buscavam uma moto barata, robusta e que oferecesse um mínimo de estilo ou exclusividade, algo impossível ao rodar nas cidades de CG.

GSR tinha exclusividades no segmento, como marcador de marchas no painel
Pontos negativos
Já nos aspectos negativos, a GSR 150 perde pontos primeiramente pelo design, datado e muito próximo ao da sua irmã menor, a Yes 125. Além disso, tem custo de manutenção um pouco acima dos praticados pelas concorrentes, até pelo menor número de concessionárias Suzuki no país.
Suzuki GSR 150 i vale a pena?
Dados seus atributos, a GSR 150 segue sendo uma boa opção para quem procura uma moto econômica, barata e simples. Especialmente aos que curtem o seu design próprio e valorizam seus itens exclusivos, como a suspensão traseira a gás e indicador de marcha engatada no painel.

Preço de compra, robustez do conjunto e nível de equipamentos fazem da GSR 1501 uma boa opção de compra. Preço médios variam entre R$ 3.600 e R$ 7.650
Segundo a FIPE, uma 2011 tem preço médio de R$ 3.657, valor que sobe para R$ 7.65 em um modelo 2017. Uma Haojue DK 150 S zero quilômetro, substituta da GSR, é encontrada nas concessionárias por aproximadamente R$ 11.723.
Para saber mais, ver a ficha técnica ou opinar sobre a Suzuki GSR 150i, acesse o Guia de Motos!
Ficha técnica Suzuki GSR 150 i |
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| Motor | |
| Tipo | 4 tempos, 1 cilindro |
| Cilindrada | 149,5 cc |
| Arrefecimento | Ar |
| Combustível | Gasolina |
| Potência Máxima: | 12 cv a 8.000 rpm |
| Torque Máximo: | 1.08 kgf.m a 6.000 rpm |
| Alimentação: | Eletrônica |
| Partida: | Elétrica |
| Transmissão: | 6 velocidades |
| Suspensão e rodas | |
| Suspensão dianteira: | Garfo telescópico |
| Suspensão traseira: | Balança articulada, com amortecedores hidráulicos |
| Chassi: | Aço |
| Pneu Dianteiro: | 80/80-18 M/C (52P), sem câmara |
| Pneu Traseiro: | 90/90-18 M/C (57P), sem câmara |
| Dimensões e capacidades | |
| Peso a seco: | 132 kg |
| Comprimento: | 2055 mm |
| Largura: | 730 mm |
| Altura do Banco: | 730 mm |
| Distância entre Eixos: | 1270 mm |
| Capacidade do tanque: | 14 litros |
| Preço (FIPE, março de 2021) | |
| 2011 | R$ 3.657,00 |
| 2017 | R$ 7.651,00 |
