HONDA CG 125 FAN / FAN KS / 125 i FAN
HONDA CG 125 FAN / FAN KS / 125 i FAN
Ficha técnica
Sobre a HONDA CG 125 FAN / FAN KS / 125 i FAN
Honda CG 125 FAN / FAN KS / 125i FAN
A Honda CG 125, em suas variantes FAN, FAN KS e 125i FAN, representa um dos maiores fenômenos de vendas na história das motocicletas brasileiras. Projetada para atender às necessidades do trabalhador que busca um meio de transporte econômico, confiável e de fácil manutenção, a CG conquistou o título de motocicleta mais vendida do Brasil por décadas consecutivas. Seu público-alvo abrange desde iniciantes no mundo das duas rodas até profissionais que dependem da moto para o dia a dia, como entregadores e mototaxistas.
Design e Categoria
Pertencente à categoria street/urbana, a CG 125 FAN apresenta um design funcional e sem excessos, priorizando a praticidade sobre o apelo estético. A primeira Honda CG chegou ao Brasil em 1976, mas as versões FAN começaram a ser produzidas nos anos 2000, com a FAN KS trazendo a conveniência da partida elétrica, enquanto a 125i FAN, lançada posteriormente, incorporou a injeção eletrônica. O design foi evoluindo ao longo dos anos, tornando-se mais moderno, com linhas mais atuais e carenagens que melhoram a aerodinâmica sem perder a identidade tradicional e reconhecível da CG. O painel evoluiu de totalmente analógico para uma versão com elementos digitais nas iterações mais recentes.
Motor e Desempenho
O coração da CG 125 é seu motor monocilíndrico, 4 tempos, OHC (comando simples no cabeçote), com 124,7 cc de capacidade. Nas versões mais antigas da FAN e FAN KS, o motor era alimentado por carburador, enquanto a 125i FAN introduziu a injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection) da Honda, garantindo maior eficiência e menor emissão de poluentes. A potência gira em torno de 9,2 cavalos a 7.500 rpm e torque máximo de aproximadamente 1,04 kgf.m a 3.500 rpm. Embora os números possam parecer modestos, eles são perfeitamente adequados para o propósito urbano da motocicleta. Na prática, isso se traduz em uma pilotagem leve, com boas retomadas no trânsito urbano e uma economia de combustível impressionante, podendo ultrapassar os 40 km/l em condições ideais. O câmbio de cinco marchas proporciona uma condução suave e bem escalonada.
Chassi e Ciclística
A CG 125 utiliza um chassi do tipo berço semi-duplo em aço, oferecendo boa rigidez e resistência para o uso cotidiano. A suspensão dianteira conta com garfo telescópico convencional com curso de 120 mm, enquanto a traseira apresenta dois amortecedores com curso de 89 mm. Essa configuração privilegia o conforto em pisos irregulares, característica valorizada no contexto brasileiro. Os freios variam conforme a versão: a FAN básica traz tambor nas duas rodas, enquanto a FAN KS e a 125i FAN mais recentes podem contar com freio a disco na dianteira, proporcionando maior segurança nas frenagens. As rodas raiadas de 18 polegadas garantem maior estabilidade e capacidade de absorção de impactos, sendo ideais para as condições variadas de pavimentação encontradas no Brasil.
Curiosidades e Pontos de Destaque
A Honda CG 125 é um caso raro de longevidade no mercado automotivo mundial, mantendo sua essência por mais de 45 anos. A motocicleta foi desenvolvida especificamente para mercados emergentes, adaptando-se às condições locais com soluções como o motor OHC (substituindo o SOHC das versões internacionais), que facilitava a manutenção. A CG revolucionou a mobilidade brasileira, sendo frequentemente a primeira moto de muitos pilotos e, para muitos, a porta de entrada para o mercado de trabalho. Um ponto interessante é que, apesar de ser considerada uma moto simples, a CG recebeu atualizações tecnológicas importantes ao longo dos anos, como a injeção eletrônica, sistema de freios CBS (Combined Brake System) nas versões mais recentes e painel com econômetro. Outro destaque é sua incrível rede de concessionárias e disponibilidade de peças, fazendo com que o custo de manutenção seja um dos menores do mercado. A capacidade do tanque de combustível de aproximadamente 14,6 litros proporciona uma autonomia que pode ultrapassar 500 km, característica altamente valorizada pelos usuários que dependem da motocicleta para trabalho.