Marcas chinesas e indianas agitam o mercado nacional, com fortes nomes como a Shineray, Mottu e Bajaj. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) dez fabricantes que mais emplacaram motos no país entre janeiro e agosto de 2026, cinco têm origem chinesa ou indiana.

Apesar de ocuparem metade do top 10, os dados mostram que Honda e Yamaha seguem disparadas na liderança, com 1.030.779 e 219.750 unidades emplacadas, respectivamente, e uma participação conjunta que ultrapassa 79% do mercado de 1.578.909 motocicletas emplacadas. A partir da terceira colocação, porém, o cenário se diversifica.
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Chinesas e indianas no ranking
A chinesa Shineray aparece em terceiro lugar, com 96.536 motos emplacadas e 6,11% de participação. O principal modelo vendido pela marca é a scooter SHI 125, com 27.200 emplacamentos no acumulado de 2026.
Logo atrás vem a Mottu, em quarto, com 78.970 unidades. A marca comercializa modelos fabricados pela indiana TVS em um modelo diferente da convencional, focado em aluguel de motocicletas que se convertem em compra após certo período.
Completam a lista de fabricantes asiáticos entre os dez primeiros a Bajaj, em 6º lugar, com 24.887 unidades. Ao contrário que muitos pensam, a moto mais vendida do ano não foi a Dominar 400, mas sim a Pulsar 150 (6.360 unidades comercializadas).
A Royal Enfield ocupa o 7º lugar no ranking da Fenabrave. Das 23.326 unidades emplacadas, o modelo mais bem cotado foi a Hunter 350, com 5.684 vendas no ano. Já a Haojue fecha o ranking das asiáticas em 8ª colocação. No total, foram 18.399 unidades, sendo a DK 160 o modelo mais vendido.
Entre as posições restantes do top 10, aparecem a brasileira Avelloz (5º), com 25.291 motos, e as tradicionais Triumph (9ª) e BMW (10ª), com 9.503 e 9.262 unidades respectivamente.
Análise
O avanço das marcas chinesas e indianas reflete uma tendência observada nos últimos anos no mercado de duas rodas, impulsionada por preços mais competitivos e pela expansão de modelos voltados a segmentos de entrada e a serviços de mobilidade urbana, como é o caso da Mottu, associada a plataformas de aluguel de motos.
O segmento de média cilindrada também tem forte presença, principalmente das indianas, com a Bajaj e Royal Enfield se destacando. Motos na faixa de 400 cc, custam próximo à motocicletas na casa de 200 cc, como é o caso da Bajaj Dominar 400 e Himalayan 450, que custam R$ 26.565 e R$ 29.923 respectivamente (Fipe). Esses valores são próximos à motos japonesas, como a Yamaha FZ25 (R$ 26.863) e XRE 190 (R$ 28.913), porém as indianas entregam mais potência, conforto, tecnologia e acessórios incluídos de fábrica.
Apesar do crescimento dessas marcas, a hegemonia japonesa permanece na liderança do mercado. Honda e Yamaha somadas representam quase 8 em cada 10 motos emplacadas no país, evidenciando que a disputa mais acirrada acontece a partir da terceira posição em diante.
