AGRALE ELEFANTRE 16.5 ES 125cc
AGRALE ELEFANTRE 16.5 ES 125cc
Ficha técnica
Sobre a AGRALE ELEFANTRE 16.5 ES 125cc
AGRALE ELEFANTRE 16.5 ES 125cc
A AGRALE ELEFANTRE 16.5 ES 125cc representa um importante capítulo na história das motocicletas brasileiras, posicionando-se como uma trail de baixa cilindrada conhecida por sua robustez e versatilidade. Desenvolvida para enfrentar os mais variados terrenos, desde o uso urbano até trilhas off-road moderadas, esta motocicleta conquistou um público fiel que busca uma máquina confiável, de baixo custo de manutenção e com a tradicional durabilidade que se tornou marca registrada dos produtos AGRALE.
Design e Categoria
Pertencente à categoria trail, a ELEFANTRE 16.5 ES apresenta um design funcional e utilitário, característico das motocicletas dos anos 1980 e 1990 que priorizavam a durabilidade e a simplicidade. Com sua silhueta alta, guidão elevado e tanque de combustível alongado, a ELEFANTRE exibe uma posição de pilotagem ereta que favorece o controle em terrenos irregulares. Introduzida no mercado brasileiro, esta moto carrega em seu nome uma referência à força e resistência, qualidades que a AGRALE buscou incorporar em sua construção. O modelo 16.5 ES se destacava pelas suas suspensões de longo curso e pelo conjunto visual robusto, com para-lama dianteiro elevado e protetor de motor que revelavam sua vocação para terrenos acidentados.
Motor e Desempenho
O coração da ELEFANTRE 16.5 ES é um motor monocilíndrico de 125cc, dois tempos, refrigerado a ar, uma configuração que privilegia a simplicidade e a facilidade de manutenção. Este propulsor, apesar da modesta cilindrada, entrega uma potência aproximada de 12 cavalos, suficiente para proporcionar agilidade no trânsito urbano e força para encarar subidas e terrenos mais exigentes. O torque concentrado em baixas rotações é uma característica marcante, facilitando a pilotagem em trilhas onde é necessário controle preciso em velocidades reduzidas. A alimentação é feita por carburador, tecnologia que, embora simples, permite manutenção acessível mesmo em regiões remotas do país. O câmbio de cinco marchas oferece boa escalonagem, adaptando-se tanto ao uso citadino quanto às escapadas para estradas de terra.
Chassi e Ciclística
Construída sobre um chassi tubular em aço, a ELEFANTRE 16.5 ES demonstra sua vocação para o uso intenso com uma estrutura reforçada que distribui bem o peso da motocicleta. A suspensão dianteira utiliza garfos telescópicos convencionais com curso longo de aproximadamente 180mm, característica que permite absorver os impactos de terrenos irregulares sem comprometer a estabilidade. Na traseira, o sistema de duplo amortecedor com molas progressivas complementa o conjunto, oferecendo conforto e controle mesmo em condições adversas. O sistema de freios combina um disco na dianteira e tambor na traseira, uma configuração típica da época que privilegia a simplicidade e a eficiência em ambientes com pouca manutenção. As rodas raiadas, geralmente de 21 polegadas na dianteira e 18 polegadas na traseira, completam o conjunto ciclístico, permitindo a instalação de pneus com desenhos específicos para cada tipo de terreno.
Curiosidades e Pontos de Destaque
A AGRALE ELEFANTRE carrega uma interessante história que a tornou parte do imaginário dos motociclistas brasileiros. Desenvolvida em um período onde a indústria nacional buscava alternativas para a escassez de importações, a ELEFANTRE se tornou símbolo de nacionalidade e independência tecnológica. O nome "ELEFANTRE" é uma referência direta à robustez e força do animal, características que a marca buscava associar ao seu produto. O sufixo "ES" indica a versão com partida elétrica (Electric Start), um diferencial importante na época para uma motocicleta desta categoria. Outro ponto notável é o tanque de combustível com capacidade generosa, permitindo maior autonomia em regiões remotas. A simplicidade mecânica da ELEFANTRE 16.5 ES também merece destaque, permitindo que reparos fossem realizados com ferramentas básicas, característica valorizada por seus usuários em regiões afastadas dos grandes centros. Muitos exemplares desta motocicleta ainda circulam pelas estradas brasileiras, testemunhando a durabilidade e o carinho que seus proprietários dedicam a este clássico da indústria nacional.