AGRALE ELEFANTRE 16.5 ES 125cc 1994

Código Fipe: 801008-0
Ano do Modelo:
FIPE
R$ 1.596,00
Valor do modelo segundo a tabela FIPE
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AGRALE

História e Fundação

Fundada em 1962 na cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, a Agrale é uma empresa genuinamente brasileira que faz parte do Grupo Francisco Stedile. Inicialmente chamada de Indústria Gaúcha de Implementos Agrícolas (IGASA), a empresa assumiu o nome Agrale S.A. em 1965, destacando-se como uma das poucas fabricantes de veículos com capital 100% nacional.

Entrada no Mercado de Motocicletas

A Agrale iniciou sua produção de motocicletas em 1982, quando adquiriu as instalações, ferramental e tecnologia da empresa alemã Bücker & Co, que fabricava as motocicletas da marca Kasinski no Brasil. Esta aquisição marcou a entrada oficial da Agrale no competitivo mercado brasileiro de duas rodas.

Estilo de Motos

A Agrale se especializou na produção de motocicletas de pequena e média cilindrada, com foco em:

  • Motocicletas on/off-road (trail)
  • Motocicletas utilitárias de baixa cilindrada
  • Motos de trabalho e entrega
  • Veículos para uso militar e policial

Modelos Icônicos

Ao longo de sua trajetória no segmento de duas rodas, a Agrale produziu alguns modelos que se tornaram referência no mercado brasileiro:

  • Agrale Elefant 16.5: Uma das primeiras motocicletas produzidas pela marca, que se destacou pela robustez e facilidade de manutenção.
  • Agrale SST: Modelo trail de 125cc e 27.5cc que marcou presença no mercado nos anos 80 e 90.
  • Agrale Dakar: Inspirada nas competições de rally, foi uma das motos mais emblemáticas da marca.
  • Agrale SXT: Modelo off-road que conquistou admiradores pelo seu desempenho fora de estrada.
  • Agrale Explorer: Linha mais moderna que apresentou inovações para o mercado nacional.

Transição e Foco Atual

Embora tenha sido uma importante fabricante de motocicletas nas décadas de 80 e 90, a Agrale redirecionou seu foco de produção para outros segmentos a partir dos anos 2000. A empresa gradualmente abandonou a fabricação de motocicletas para concentrar esforços nos setores de:

  • Tratores agrícolas
  • Caminhões leves e médios
  • Chassis para ônibus
  • Motores a diesel

Mercado e Presença Atual

Atualmente, a Agrale não compete mais no mercado de motocicletas, tendo encerrado a produção desses veículos há alguns anos. A empresa direcionou seus investimentos para os segmentos onde possuía maior competitividade, como o de veículos comerciais leves, médios e tratores.

No auge de sua produção de motocicletas, a Agrale chegou a fabricar cerca de 50 mil unidades por ano, mas com a crescente concorrência das marcas japonesas e, posteriormente, das marcas chinesas que entraram no mercado brasileiro com preços competitivos, a empresa optou por descontinuar esta linha de produtos.

Legado no Mundo das Duas Rodas

Apesar de não produzir mais motocicletas, a Agrale deixou um legado importante no desenvolvimento da indústria brasileira de duas rodas. Foi uma das pioneiras na nacionalização de componentes e no desenvolvimento de tecnologia própria para motocicletas.

As motos Agrale são lembradas até hoje por sua simplicidade mecânica, robustez e facilidade de manutenção - características que as tornaram populares especialmente em regiões do interior do Brasil, onde a durabilidade e a resistência eram atributos extremamente valorizados.

Curiosidades

Um fato interessante é que muitos dos modelos Agrale utilizavam motores Cagiva e, posteriormente, Rotax, fruto de parcerias tecnológicas com fabricantes europeus. Esta estratégia permitiu à empresa oferecer produtos com qualidade comparável às concorrentes internacionais, mas mantendo características adaptadas ao mercado brasileiro.

A Agrale também teve participação em competições off-road nacionais, especialmente com os modelos SXT e Dakar, que ganharam notoriedade no cenário do motociclismo esportivo brasileiro nos anos 80 e 90.

Embora não seja mais uma player ativo no setor de motocicletas, a Agrale continua sendo um importante símbolo da indústria automotiva nacional, representando a capacidade brasileira de desenvolver e produzir veículos com tecnologia própria.

AGRALE ELEFANTRE 16.5 ES 125cc

A AGRALE ELEFANTRE 16.5 ES 125cc representa um importante capítulo na história das motocicletas brasileiras, posicionando-se como uma trail de baixa cilindrada conhecida por sua robustez e versatilidade. Desenvolvida para enfrentar os mais variados terrenos, desde o uso urbano até trilhas off-road moderadas, esta motocicleta conquistou um público fiel que busca uma máquina confiável, de baixo custo de manutenção e com a tradicional durabilidade que se tornou marca registrada dos produtos AGRALE.

Design e Categoria

Pertencente à categoria trail, a ELEFANTRE 16.5 ES apresenta um design funcional e utilitário, característico das motocicletas dos anos 1980 e 1990 que priorizavam a durabilidade e a simplicidade. Com sua silhueta alta, guidão elevado e tanque de combustível alongado, a ELEFANTRE exibe uma posição de pilotagem ereta que favorece o controle em terrenos irregulares. Introduzida no mercado brasileiro, esta moto carrega em seu nome uma referência à força e resistência, qualidades que a AGRALE buscou incorporar em sua construção. O modelo 16.5 ES se destacava pelas suas suspensões de longo curso e pelo conjunto visual robusto, com para-lama dianteiro elevado e protetor de motor que revelavam sua vocação para terrenos acidentados.

Motor e Desempenho

O coração da ELEFANTRE 16.5 ES é um motor monocilíndrico de 125cc, dois tempos, refrigerado a ar, uma configuração que privilegia a simplicidade e a facilidade de manutenção. Este propulsor, apesar da modesta cilindrada, entrega uma potência aproximada de 12 cavalos, suficiente para proporcionar agilidade no trânsito urbano e força para encarar subidas e terrenos mais exigentes. O torque concentrado em baixas rotações é uma característica marcante, facilitando a pilotagem em trilhas onde é necessário controle preciso em velocidades reduzidas. A alimentação é feita por carburador, tecnologia que, embora simples, permite manutenção acessível mesmo em regiões remotas do país. O câmbio de cinco marchas oferece boa escalonagem, adaptando-se tanto ao uso citadino quanto às escapadas para estradas de terra.

Chassi e Ciclística

Construída sobre um chassi tubular em aço, a ELEFANTRE 16.5 ES demonstra sua vocação para o uso intenso com uma estrutura reforçada que distribui bem o peso da motocicleta. A suspensão dianteira utiliza garfos telescópicos convencionais com curso longo de aproximadamente 180mm, característica que permite absorver os impactos de terrenos irregulares sem comprometer a estabilidade. Na traseira, o sistema de duplo amortecedor com molas progressivas complementa o conjunto, oferecendo conforto e controle mesmo em condições adversas. O sistema de freios combina um disco na dianteira e tambor na traseira, uma configuração típica da época que privilegia a simplicidade e a eficiência em ambientes com pouca manutenção. As rodas raiadas, geralmente de 21 polegadas na dianteira e 18 polegadas na traseira, completam o conjunto ciclístico, permitindo a instalação de pneus com desenhos específicos para cada tipo de terreno.

Curiosidades e Pontos de Destaque

A AGRALE ELEFANTRE carrega uma interessante história que a tornou parte do imaginário dos motociclistas brasileiros. Desenvolvida em um período onde a indústria nacional buscava alternativas para a escassez de importações, a ELEFANTRE se tornou símbolo de nacionalidade e independência tecnológica. O nome "ELEFANTRE" é uma referência direta à robustez e força do animal, características que a marca buscava associar ao seu produto. O sufixo "ES" indica a versão com partida elétrica (Electric Start), um diferencial importante na época para uma motocicleta desta categoria. Outro ponto notável é o tanque de combustível com capacidade generosa, permitindo maior autonomia em regiões remotas. A simplicidade mecânica da ELEFANTRE 16.5 ES também merece destaque, permitindo que reparos fossem realizados com ferramentas básicas, característica valorizada por seus usuários em regiões afastadas dos grandes centros. Muitos exemplares desta motocicleta ainda circulam pelas estradas brasileiras, testemunhando a durabilidade e o carinho que seus proprietários dedicam a este clássico da indústria nacional.

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