A Harley-Davidson anunciou que deixará de fabricar o motor Revolution Max, que equipa Pan America por exemplo, na Tailândia e voltará a produzi-lo integralmente nos Estados Unidos. A mudança faz parte da estratégia “Back to the Bricks”, liderada pelo novo CEO Artie Starrs, e deve estar concluída até o início da produção dos modelos 2028.

Segundo o comunicado, a americana espera fabricar mais de 100 mil motocicletas na planta de York, na Pensilvânia, já em 2027. A mudança também é atribuída às novas condições de comércio internacional criadas pelas políticas tarifárias do governo norte americano. A instalação em Wiscosin também produzirá o motor.

“Por mais de um século, a Harley-Davidson investe na indústria manufatureira americana, em trabalhadores qualificados e nas comunidades que constroem nossas motocicletas. Hoje, temos orgulho de anunciar mais um passo adiante, trazendo de volta para os Estados Unidos a produção da plataforma Revolution Max para a América do Norte”, diz o texto divulgado pela marca.
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Harley-Davidson Revolution Max
O motor Revolution Max, que equipa a atualmente as motos Pan America, Nightster e Sportster S, é um V-twin de 1.250 cc, com refrigeração líquida, diâmetro x curso de 105 mm x 72 mm. Ele entrega 150 cv de potência a 9.500 rpm, torque máximo de 13,0 kgf.m. No Brasil, apenas a Pan Ameria e Sporster S são vendidas com essa motorização e custam a partir de R$ 139 mil e R$ 129.700 respectivamente.

