A Royal Enfield Himalayan 750 e a Moto Morini Camel 670 foram duas aventureiras que chamaram a atenção durante o EICMA 2026. As duas chegam com propostas distintas dentro do mesmo universo: uma aposta mais voltada ao conforto e apelo crossover e outra com proposta mais off-road.
| Item | Royal Enfield Himalayan 750 | Moto Morini Camel 670 |
|---|---|---|
| Cilindrada | 743 cm³ | 670 cm³ |
| Potência | 55 cv a 7.000 rpm | 81,5 cv a 10.000 rpm |
| Torque | 6,4 kgfm a 5.000 rpm | 7,1 kgfm a 7.000 rpm |
| Curso da suspensão | 190 mm (diant.) / 175 mm (tras.) | 250 mm (diant.) / 250 mm (tras.) |
| Tanque | 17,8 litros | 20 litros |
| Rodas | 19″ (diant.) / 17″ (tras.) | 21″ (diant.) / 18″ (tras.) |
Himalayan 750
A Himalayan sempre foi sinônimo de aventura acessível. Na versão 750, a Royal Enfield mantém essa proposta descomplicada e dá um salto em desempenho e tecnologia, com o novo motor bicilíndrico, painel TFT com navegação integrada e eletrônica sensível à inclinação.

O estilo é o de uma crossover, de postura ereta e visual funcional, com rodas de 19 polegadas na frente e 17 atrás, que privilegiam a estabilidade em asfalto e estradas de terra em bom estado. É a moto pra quem quer conforto, versatilidade e desempenho mais focado em entrega em baixas e médias rotações.
Moto Morini Camel 670
A Camel recupera um nome ligado às aventureiras da Moto Morini nos anos 1980, incluindo uma antiga bicilíndrica que participou do Rally Paris-Dakar. A nova moto tem pintura em tom areia, componentes pretos, iluminação em LED, para-brisa elevado, banco em dois níveis e bagageiro traseiro.

A configuração deixa clara a vocação fora de estrada, com roda dianteira de 21 polegadas, traseira de 18 e suspensões de longo curso. É uma aventureira com mais apelo para quem pretende sair do asfalto de verdade, sem abrir mão de recursos eletrônicos e de conforto para viagem.
Comparativo
Motorização, potência e torque
A Himalayan 750 usa um bicilíndrico paralelo de 743 cm³, refrigerado a ar e óleo, que entrega 55 cv a 7.000 rpm e torque máximo de 6,4 kgfm a 5.000 rpm. Os números mostram uma moto focada em entrega em baixa e média rotação.

A Camel 670 também é bicilíndrica, com 670 cm³ e é capaz de gerar 81,5 cv a 10.000 rpm e 7,1 kgfm a 7.000 rpm. A diferença de potência é grande, cerca de 26 cv a favor da italiana, e o pico de torque ocorre 2.000 rpm acima do da rival. Na prática, a Camel tem caráter mais agerssivo, com um motor que premia quem gira mais alto e favorece ritmo forte e ultrapassagens em estrada. A Himalayan responde melhor logo abaixo, de forma mais relaxada.

Tecnologia
A Himalayan 750 leva a tecnologia a um nível novo para a marca. O painel é TFT de 4 polegadas, com navegação integrada, Wi-Fi, Bluetooth e controle de chamadas e músicas pelo smartphone. Os modos de pilotagem são cinco: Road, Road Sport, Rain, Trail e Custom. O controle de tração tem quatro níveis (Low, Medium, High e Off) e é sensível à inclinação, assim como o ABS de duas vias, o Cornering ABS, que pode ser desligado na roda traseira. Há ainda controle de velocidade de cruzeiro, ótimo para viagens longas, e imobilizador eletrônico acionado pela chave.
A Camel 670 conta com acelerador eletrônico, modos de pilotagem, controle de tração ajustável e ABS desativável para o off-road. A conectividade inclui Bluetooth e navegação por meio do aplicativo da Moto Morini. Nos freios, a Camel leva a assinatura da Brembo, com discos dianteiros duplos de 300 mm e disco traseiro de 255 mm. A Himalayan usa discos flutuantes duplos de 280 mm na frente e disco de 255 mm atrás, com pinças de dois pistões.
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Estrutura
Aqui as vocações ficam mais evidentes. A Himalayan 750 tem garfo invertido Showa de 43 mm, com ajustes de compressão e retorno e 190 mm de curso, e monoamortecedor Showa com links, com 175 mm de curso e ajuste de pré-carga e retorno. A altura livre do solo é de 205 mm e o assento fica a 815 mm.
A Camel 670 vai além, com 250 mm de curso nas duas extremidades, garfo invertido de 48 mm e amortecedor traseiro Pro-Link, ambos com ajustes de pré-carga, compressão e retorno. A altura livre do solo chega a 280 mm e o assento fica a 850 mm. O chassi é tubular de aço cromo-molibdênio, com balança traseira de alumínio, e as rodas raiadas de 21 e 18 polegadas usam pneus sem câmara.
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No tanque, a Camel leva vantagem com 20 litros contra 17,8 litros da Himalayan, o que amplia a autonomia em trechos remotos.
