A Ducati confirmou sua permanência no MotoGP até 2031 como parte de um acordo inédito firmado entre a MotoGP Sports Entertainment Group e a Associação de Construtores de Motociclismo Desportivo (MSMA). Pela primeira vez na história da modalidade, os cinco fabricantes da categoria, Ducati, Aprilia, Honda, KTM e Yamaha, assinaram juntos um único documento que define o enquadramento regulamentar, desportivo e comercial do campeonato.
O primeiro acordo coletivo da história do MotoGP
O documento cobre o período de 2027 a 2031 e representa uma mudança de postura entre construtores que, apesar de rivais ferozes na pista, decidiram se alinhar em torno do futuro da categoria. A negociação envolveu também a Federação Internacional de Motociclismo (FIM), responsável por trabalhar junto ao novo quadro regulamentar.
Paralelamente, a promotora do campeonato informou que já alinhou os termos principais com as 11 equipes do grid para o mesmo período, com anúncio oficial previsto para breve.

Equipes se unem em novo acordo na MotoGP
O que o acordo prevê
O novo arcabouço tem três prioridades declaradas: reforço da segurança dos pilotos, sustentabilidade financeira do campeonato e evolução tecnológica da categoria, sem descaracterizar a identidade do MotoGP. A intenção é garantir estabilidade de longo prazo para fabricantes, equipes e investidores ligados à modalidade.

Marc Márquez pela fabricante italiana em 2026
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29 temporadas e um legado em números
Com o compromisso estendido até 2031, a Ducati vai alcançar ao menos 29 temporadas consecutivas na categoria rainha. A marca de Borgo Panigale acumula, até o momento, 126 vitórias, 121 pole positions e 365 pódios em 430 Grandes Prêmios disputados com o modelo Desmosedici GP, números que reforçam por que a permanência da italiana é central para o campeonato.
Claudio Domenicali, CEO da Ducati, destacou o significado do acordo: “A competição mantém-se no centro do ADN da Ducati e continua a ser o principal motor de inovação e desenvolvimento tecnológico.”
Luigi Dall’Igna, diretor-geral da Ducati Corse, ressaltou o caráter coletivo da decisão: “Este acordo coletivo constitui um marco significativo. Mostra que, apesar da rivalidade feroz em pista, estamos totalmente alinhados na garantia de um futuro próspero para o MotoGP.”