Amsterdã vai muito além do centro histórico – turístico rico e de rara beleza que está no imaginário da maioria. Nada a ver com algumas ruas onde se encontra prostitutas sentadas em vitrines, com cafés que servem maconha. Ai Amsterdã não difere em praticamente nada do resto do mundo; a não ser que jogam aberto, dentro da lei e tiram proveito da situação com inteligência, ordem e respeito. O grande charme é que de fato uma cidade livre, como talvez nenhuma outra.
Amsterdã, como todos os Países Baixos (Holanda), sempre usou a bicicleta no que ela oferece de melhor: modo de transporte. Como no resto do mundo, no início dos anos 70 o carro estava em alta e a bicicleta em baixa. Com a crise do petróleo de 1972 a bicicleta foi retomada, a sério. Um parto dolorido, com problemas de trânsito, ciclistas machucados e mortos, protestos, pressões dos proprietários de automóveis… Enfim, a história se repete, mas quem tem coragem e usa o bestunto acaba na frente. Enfim: Amsterdã hoje é conhecida mundialmente como a cidade das bicicletas. Há muitas cidades que têm o mesmo índice de uso, umas poucas até maior, incluindo no Brasil, mas Amsterdã ganhou a fama, e com isto muito dinheiro com turismo.


O trânsito de bicicletas é grande, rápido e fluido. A maioria pedala forte e usa da melhor forma possível a inércia da bicicleta. Tudo vai se ajeitando e usasse pouco os freios, pelo menos onde não há semáforo. Onde há, se estiver vermelho, a maioria para e espera normalmente, mesmo entre os esportistas e suas bicicletas de estrada em ciclovias de bairro ou periferia. Como em qualquer país civilizado a lei e os policiais são respeitados. Quem não conhece pensa que é fácil pedalar ali, mas não é tão fácil. Conversei com vários turistas que alugaram bicicleta e boa parte estava assustada.
Peguei uns dias bons, até um pouco de sol. É divertido sentar num bar de esquina, pedir uma ótima cerveja, e ficar olhando as belas mulheres passando em suas bicicletas. Muitas estão com mini saias e suas maravilhosas pernas de fora. Não me lembrava que as meninas de Amsterdã fossem tão lindas. Algumas são imensas para o padrão feminino brasileiro e é fácil encontrar as que tenham 1,85m ou mais. É raríssimo ver uma gorda (ou um gordo). É muito provável que o intenso uso da bicicleta, desde muito pequenos, tenha a ver com a beleza dos corpos claramente sadios.

Bom, enfim, “I Am sterdan”. É uma daquelas experiências que não podem passar em branco na vida.
