TRIUMPH DAYTONA SUPER III 1996

Código Fipe: 826004-4
Ano do Modelo:
FIPE
R$ 18.083,00
Valor do modelo segundo a tabela FIPE
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TRIUMPH

História e Fundação

Fundada em 1902 em Coventry, Inglaterra, a Triumph é uma das mais tradicionais fabricantes de motocicletas do mundo. Nascida pelas mãos de Siegfried Bettmann, um imigrante alemão, a marca inicialmente produzia bicicletas antes de se aventurar no mercado de motocicletas. Com mais de 120 anos de história, a Triumph passou por altos e baixos, incluindo falências e ressurgimentos, consolidando-se como um ícone da indústria motociclística mundial.

A Triumph no Brasil

A Triumph chegou oficialmente ao Brasil em 2012, quando inaugurou sua primeira concessionária no país. No entanto, a operação ganhou força real em 2017, quando a marca estabeleceu sua fábrica em Manaus (AM), iniciando a produção nacional de seus modelos e tornando suas motocicletas mais acessíveis ao público brasileiro, graças à redução de impostos de importação.

Estilo de Motocicletas

A Triumph é conhecida por sua versatilidade na produção de diferentes estilos de motocicletas, destacando-se principalmente nos segmentos:

  • Modern Classics: Motos com visual retrô e tecnologia moderna
  • Adventure: Motocicletas para longas viagens e terrenos mistos
  • Roadsters: Naked bikes de alto desempenho
  • Cruisers: Motos de estilo mais relaxado para viagens
  • Touring: Motocicletas para viagens de longa distância com conforto

Modelos Icônicos

Ao longo de sua história, a Triumph criou alguns dos modelos mais emblemáticos do motociclismo mundial:

  • Bonneville: Talvez a moto mais icônica da marca, lançada originalmente em 1959 e que se mantém até hoje como sinônimo de estilo clássico com diversas variações como a T100, T120 e Speedmaster
  • Tiger: Linha adventure da marca, com versões que variam de 800cc a 1200cc, como a Tiger 900 e Tiger 1200, referências no segmento de big trails
  • Street Triple: Naked esportiva de médio porte que se destacou por seu motor de três cilindros característico e comportamento dinâmico
  • Speed Triple: A naked mais potente da marca, com motor de três cilindros e foco em desempenho e tecnologia
  • Rocket 3: Dotada do maior motor em produção para motocicletas (2.500cc), estabelecendo novos padrões de torque e potência
  • Trident 660: Modelo de entrada da marca que rapidamente conquistou mercado com seu três cilindros acessível

Triumph no Mercado Brasileiro

A Triumph tem apresentado um crescimento consistente no mercado brasileiro, mesmo em um segmento premium. Em 2023, a marca comercializou aproximadamente 7.200 unidades no Brasil, representando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. A fabricante ocupa atualmente a posição de terceira marca premium mais vendida no país, atrás apenas de BMW e Honda (em suas linhas premium).

A fábrica em Manaus tem capacidade para produzir até 10.000 motocicletas por ano e emprega cerca de 80 colaboradores diretos. Os modelos mais vendidos no Brasil são a Trident 660, Tiger 900 e a linha Bonneville, que juntos representam cerca de 70% das vendas da marca no país.

Tecnologia e Inovação

A Triumph se destaca pelo equilíbrio entre tradição e tecnologia. Suas motocicletas modernas contam com recursos avançados como controle de tração, ABS cornering, diferentes modos de pilotagem, conectividade com smartphones e sistemas de suspensão eletrônica. A marca é reconhecida principalmente pela suavidade, sonoridade característica e performance de seus motores de três cilindros, que se tornaram uma assinatura da fabricante inglesa.

Presença Cultural

As motocicletas Triumph estão fortemente presentes na cultura pop, aparecendo em filmes como "O Curioso Caso de Benjamin Button" e "Missão Impossível", além de serem as escolhidas por celebridades como Tom Cruise, David Beckham e o falecido Steve McQueen. A marca também foi imortalizada por Marlon Brando no clássico "O Selvagem" de 1953, embora ali ele pilotasse uma Triumph Thunderbird.

Compromissos Futuros

A Triumph tem anunciado planos ambiciosos para o futuro, incluindo o desenvolvimento de motocicletas elétricas e expansão de sua linha para segmentos ainda não explorados pela marca. Em 2023, anunciou parceria com fabricantes de baterias e tecnologia para desenvolvimento de powertrain elétrico, além de confirmar seu ingresso no mercado off-road com motocicletas de motocross e enduro, previsto para os próximos anos.

Para o mercado brasileiro, a Triumph planeja aumentar sua rede de concessionárias, atualmente com cerca de 25 pontos de venda, para 35 até o final de 2025, além de ampliar o portfólio de modelos produzidos nacionalmente.

Triumph Daytona Super III

A Triumph Daytona Super III representa um capítulo importante na história das motocicletas esportivas britânicas, consolidando-se como um modelo icônico da década de 1990. Lançada como parte da renascença da Triumph após sua reestruturação sob o comando de John Bloor, esta motocicleta combina desempenho arrojado com o inconfundível caráter britânico, atraindo entusiastas que buscam uma alternativa às esportivas japonesas e italianas, com personalidade e exclusividade.

Design e Categoria

Pertencente à categoria esportiva, a Daytona Super III exibe um design que equilibra agressividade e elegância. Com suas carenagens completas e linhas aerodinâmicas típicas dos anos 90, a motocicleta apresenta uma estética distinta que a diferencia das competidoras da época. Lançada em 1994 como uma evolução da Daytona 900, a Super III foi produzida em números limitados (apenas 805 unidades mundialmente), tornando-se rapidamente um item de colecionador. Seu esquema de cores característico em vermelho e branco com detalhes dourados reforça sua identidade visual marcante e sua herança britânica.

Motor e Desempenho

O coração da Daytona Super III é seu emblemático motor de três cilindros em linha de 885cc, refrigerado a líquido, que produz aproximadamente 115 cavalos de potência a 9.500 rpm e um torque de 8,8 kgf.m a 6.500 rpm. Este propulsor, desenvolvido em colaboração com a Cosworth Engineering, recebeu cabeçotes com fluxo aprimorado, pistões forjados e bielas mais leves em relação à versão standard, resultando em um comportamento mais explosivo e uma rotação mais livre. Na prática, isso se traduz em uma aceleração vigorosa com um característico ronco metálico do escapamento triplo, oferecendo uma experiência sonora única que se tornou marca registrada dos motores Triumph de três cilindros. A transmissão de seis marchas proporciona engates precisos, permitindo ao piloto explorar toda a faixa de potência do motor.

Chassi e Ciclística

Construída sobre um chassi tubular de aço, a Daytona Super III combina rigidez estrutural com um equilíbrio adequado de flexibilidade. A suspensão dianteira utiliza garfos telescópicos Kayaba de 43mm completamente ajustáveis, enquanto a traseira conta com um monoamortecedor também ajustável, oferecendo 130mm de curso. Este conjunto proporciona uma pilotagem estável em alta velocidade, mantendo a precisão necessária para traçar curvas com confiança. O sistema de freios é composto por discos duplos de 310mm na dianteira com pinças de quatro pistões e um disco único de 255mm na traseira, entregando potência de frenagem consistente. Com um peso em ordem de marcha de aproximadamente 210kg, a moto não é particularmente leve para os padrões da época, mas compensa com uma distribuição de peso equilibrada que favorece a estabilidade.

Curiosidades e Pontos de Destaque

A Daytona Super III foi desenvolvida durante um período crucial para a Triumph, quando a marca buscava reconquistar seu prestígio no cenário mundial após anos de dificuldades. Um detalhe notável é que cada motor era montado manualmente por um único técnico, que assinava uma plaqueta afixada no bloco, conferindo um toque artesanal a uma moto de produção. Outro elemento distintivo é o sistema de injeção eletrônica multipoint, avançado para sua época, que garantia uma resposta precisa ao acelerador. A edição limitada contava ainda com detalhes exclusivos como assentos em dois tons, acabamento especial no quadro e numeração sequencial. Curiosamente, a Super III foi a última evolução da primeira geração da Daytona com motor de 900cc antes da introdução da T595 (posteriormente renomeada Daytona 955i) com design completamente novo. Isso faz dela não apenas um marco histórico, mas também uma ponte entre a Triumph clássica e a moderna, combinando métodos tradicionais de fabricação com tecnologias emergentes da época.

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