SUZUKI RM 80 2000
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SUZUKI
História e Fundação
Fundada em 1909 por Michio Suzuki na cidade de Hamamatsu, Japão, a Suzuki iniciou suas atividades como fabricante de teares para a indústria têxtil. Foi somente após a Segunda Guerra Mundial, em 1952, que a empresa lançou sua primeira motocicleta, a "Power Free", uma pequena bicicleta motorizada com 36cc que atendia à crescente demanda por transporte acessível no Japão pós-guerra.
Chegada ao Brasil
A Suzuki chegou oficialmente ao Brasil em 1992, embora algumas de suas motos já fossem importadas antes disso por empresas terceirizadas. A entrada formal no mercado brasileiro ocorreu através de uma joint venture com a J.Toledo, que ficou responsável pela importação e distribuição das motocicletas da marca no país. Em 2014, a Suzuki assumiu diretamente o controle de suas operações no Brasil, criando a Suzuki do Brasil Automotores.
Estilo de Motos
A Suzuki se destaca pela diversidade de seu catálogo, fabricando motocicletas em praticamente todos os segmentos:
- Esportivas: A linha GSX-R representa as superbikes da marca
- Naked: Modelos como a GSX-S1000 e a antiga Bandit oferecem potência sem carenagem
- Trail/Adventure: A V-Strom é a representante da marca neste segmento, com versões até 1050cc
- Off-road: A linha DR e a clássica RM-Z para motocross são referências no segmento
- Custom/Cruiser: A linha Boulevard representa as cruisers da marca
- Street/City: Modelos urbanos como a GSX-S150, Gixxer 150 e Burgman (scooter). No Brasil, ainda ofereceu clássicos como a Intruder 125
Modelos Icônicos
Ao longo de sua história, a Suzuki produziu algumas das motocicletas mais emblemáticas e revolucionárias do mercado:
- GSX-R1000: Lançada em 2001, é considerada uma das superbikes mais puras e radicais do mercado, tendo conquistado diversos campeonatos mundiais de Superbike e Endurance
- Hayabusa: Quando foi lançada em 1999, a GSX-1300R Hayabusa quebrou recordes como a moto de produção em série mais rápida do mundo, alcançando mais de 300 km/h
- V-Strom 650: Uma das adventure bikes mais equilibradas e versáteis do mercado, conhecida pela sua confiabilidade
- Bandit: Nas versões 600 e 1200cc, foi uma das naked bikes mais vendidas no Brasil, apreciada por sua versatilidade
- DR650: Um ícone entre as trail bikes, famosa por sua robustez e simplicidade mecânica
Números de Mercado no Brasil
No mercado brasileiro, a Suzuki tem mantido uma presença constante, embora com volumes menores que concorrentes como Honda e Yamaha. Em 2023, a marca emplacou aproximadamente 9.000 motocicletas no Brasil, representando cerca de 0,5% do mercado nacional de duas rodas.
A V-Strom 650 continua sendo o modelo mais vendido da marca no país, especialmente após a nacionalização de sua produção em Manaus, o que permitiu uma redução significativa de preço. O modelo GSX-S750, produzido na fábrica da Suzuki em Manaus desde 2019, também mostrou bons números de vendas - até sua aposentadoria, em 2025
Legado e Tecnologia
A Suzuki consolidou seu nome no motociclismo mundial não apenas por suas motos de rua, mas também por suas conquistas nas pistas. A marca acumula diversos títulos no MotoGP, incluindo campeonatos conquistados por lendas como Kevin Schwantz, Kenny Roberts Jr. e Joan Mir em 2020.
Tecnologicamente, a Suzuki foi pioneira em diversos aspectos. Foi uma das primeiras a implementar sistemas de injeção eletrônica em motocicletas esportivas e desenvolveu o revolucionário sistema SRAD (Suzuki Ram Air Direct), que aumenta a potência do motor em altas velocidades através da pressurização da admissão de ar.
O sistema de controle de tração S-DMS (Suzuki Drive Mode Selector), presente em modelos como a GSX-R1000 e V-Strom 1050, permite ao piloto escolher diferentes modos de pilotagem, adaptando a entrega de potência às condições da pista ou estrada.
Perspectivas Futuras
A Suzuki tem investido em tecnologias de eletrificação, apresentando protótipos de scooters elétricas em feiras internacionais. No Brasil, a marca busca ampliar sua rede de concessionárias e fortalecer seu posicionamento no segmento de média e alta cilindrada, onde possui modelos competitivos.
A estratégia atual da Suzuki no Brasil inclui a ampliação da produção nacional em sua fábrica de Manaus, o que permite preços mais competitivos através dos incentivos fiscais da Zona Franca, além de facilitar o acesso a financiamentos pelo BNDES.
Com mais de 110 anos de história e 70 anos de experiência na produção de motocicletas, a Suzuki continua sendo uma marca que combina tradição, inovação tecnológica e performance, oferecendo produtos que atendem desde o motociclista iniciante até o mais exigente entusiasta de duas rodas.
Suzuki RM 80
A Suzuki RM 80 é uma motocicleta off-road lendária que marcou gerações de jovens pilotos em suas primeiras aventuras no motocross. Projetada especificamente para competidores iniciantes e adolescentes, este modelo compacto serviu como porta de entrada para o mundo das competições, combinando leveza, potência adequada e resistência para desenvolver habilidades essenciais em terrenos acidentados. A RM 80 construiu sua reputação como uma escola sobre duas rodas para futuros campeões.
Design e Categoria
Pertencente à categoria trail/off-road, a Suzuki RM 80 apresenta o design clássico das motos de motocross com sua estrutura leve, suspensões de longo curso e carenagem minimalista. Com suas cores vibrantes predominantemente em amarelo e azul (nas versões mais tradicionais), a RM 80 manteve a identidade visual característica da linha RM da Suzuki. Este modelo foi produzido por várias décadas, tendo seu auge entre os anos 80 e 90, período em que se consolidou como referência para pilotos jovens que buscavam uma motocicleta competitiva para campeonatos juniores de motocross ao redor do mundo, incluindo o Brasil.
Motor e Desempenho
No coração da RM 80 encontra-se um motor de dois tempos monocilíndrico com aproximadamente 80cc de cilindrada, refrigerado a água. Este propulsor é capaz de gerar uma potência em torno de 17 cavalos, um número impressionante considerando seu tamanho compacto e peso reduzido de aproximadamente 65 kg. Na prática, essa combinação se traduz em uma moto extremamente ágil, com aceleração vigorosa e capacidade de enfrentar subidas íngremes com facilidade. O motor dois tempos proporciona respostas imediatas ao acelerador, característica fundamental para o motocross, onde as explosões de potência são necessárias para superar obstáculos e saltos. O sistema de transmissão conta com câmbio sequencial de seis marchas, permitindo que o jovem piloto aprenda a trabalhar com as trocas em diferentes condições de terreno e velocidade.
Chassi e Ciclística
O chassi da RM 80 é construído em aço tubular, projetado para oferecer o equilíbrio perfeito entre rigidez e flexibilidade necessário para absorver os impactos do terreno acidentado. A suspensão dianteira utiliza garfos telescópicos invertidos com longo curso, enquanto na traseira um sistema de monoamortecedor trabalha em conjunto com o braço oscilante. Esse conjunto proporciona excelente capacidade de absorção de impacto em saltos e permite manter o controle em terrenos irregulares. Os freios a tambor, tanto na roda dianteira quanto na traseira, oferecem modulação adequada para o controle em superfícies escorregadias, característica essencial para o off-road. As rodas raiadas de 19 polegadas na dianteira e 16 polegadas na traseira são equipadas com pneus de tração específicos para terrenos de terra, garantindo aderência em diversas condições.
Curiosidades e Pontos de Destaque
A RM 80 tem um lugar especial na história do motocross por ter sido a moto de iniciação de diversos campeões mundiais. Um de seus principais diferenciais era o sistema ATAK (Automatic Torque Amplification Kick), uma tecnologia que facilitava as partidas, crucial para jovens pilotos. Outra característica notável era seu sistema de power valve, que ajustava automaticamente a saída de exaustão de acordo com a rotação do motor, otimizando o desempenho em diferentes regimes. A leveza e a manutenção relativamente simples tornaram a RM 80 popular não apenas para competições, mas também como ferramenta de treinamento. Diversos componentes da moto poderiam ser ajustados para acompanhar o crescimento e desenvolvimento do piloto, como a altura do assento e a tensão das suspensões, estendendo a vida útil do modelo para o jovem em crescimento. A herança da RM 80 permanece viva nos atuais modelos RM-Z da Suzuki, que incorporaram a tecnologia de quatro tempos, mas mantêm a filosofia de proporcionar uma plataforma de desenvolvimento para futuros talentos do motocross.