A Suzuki está usando uma nova fibra para substituir a fibra de carbono na GSX-R1000R da equipe Suzuki CN Challenge. É um compósito de fibra natural de linho, desenvolvido pela suíça Bcomp, feita de uma fibra vegetal que cresce no campo. O que teria carbono a Suzuki resolveu revestir com esse novo material: para-lamas dianteiro e traseiro, carenagens laterais, rabeta e aletas, sem pintura, para exibir a cor natural do linho.

Foto: divulgação
Fibra de carbono ou linho?
O linho e o carbono se aproximam em rigidez e processo de fabricação, mas diferem em impacto ambiental, comportamento na quebra e resistência. O linho é uma fibra vegetal, enquanto o carbono parte de um precursor sintético aquecido a até 3.000 °C. Sem essa etapa, a Bcomp relata emissões de CO2 até 85% menores. Depois da fibra pronta, o processo é praticamente o mesmo, sem necessidade de trocar o ferramental. No descarte, o carbono exige pirólise, e o linho pode ser incinerado para recuperação de energia.

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Na quebra, o carbono pode gerar fragmentos afiados, e o linho se comporta de forma parecida com o Kevlar, mantendo a forma, o que reduz o risco para os mecânicos. O linho ainda pode ficar sem pintura, exibindo sua cor natural.
O limite está na resistência. Em rigidez, o compósito se equipara ao carbono, mas fica atrás quando o critério é resistência. A Bcomp diz que poderia igualá-lo, mas com peças muito mais pesadas. Por isso, o uso se restringe a carenagens e peças semiestruturais. Em caso de impacto, o linho se fratura de modo parecido com o Kevlar, sem os fragmentos afiados típicos do carbono.
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