AGRALE SXT 27.5 E 190cc 1995

Código Fipe: 801017-0
Ano do Modelo:
FIPE
R$ 2.165,00
Valor do modelo segundo a tabela FIPE
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Histórico de preços da AGRALE SXT 27.5 E 190cc 1995

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AGRALE

História e Fundação

Fundada em 1962 na cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, a Agrale é uma empresa genuinamente brasileira que faz parte do Grupo Francisco Stedile. Inicialmente chamada de Indústria Gaúcha de Implementos Agrícolas (IGASA), a empresa assumiu o nome Agrale S.A. em 1965, destacando-se como uma das poucas fabricantes de veículos com capital 100% nacional.

Entrada no Mercado de Motocicletas

A Agrale iniciou sua produção de motocicletas em 1982, quando adquiriu as instalações, ferramental e tecnologia da empresa alemã Bücker & Co, que fabricava as motocicletas da marca Kasinski no Brasil. Esta aquisição marcou a entrada oficial da Agrale no competitivo mercado brasileiro de duas rodas.

Estilo de Motos

A Agrale se especializou na produção de motocicletas de pequena e média cilindrada, com foco em:

  • Motocicletas on/off-road (trail)
  • Motocicletas utilitárias de baixa cilindrada
  • Motos de trabalho e entrega
  • Veículos para uso militar e policial

Modelos Icônicos

Ao longo de sua trajetória no segmento de duas rodas, a Agrale produziu alguns modelos que se tornaram referência no mercado brasileiro:

  • Agrale Elefant 16.5: Uma das primeiras motocicletas produzidas pela marca, que se destacou pela robustez e facilidade de manutenção.
  • Agrale SST: Modelo trail de 125cc e 27.5cc que marcou presença no mercado nos anos 80 e 90.
  • Agrale Dakar: Inspirada nas competições de rally, foi uma das motos mais emblemáticas da marca.
  • Agrale SXT: Modelo off-road que conquistou admiradores pelo seu desempenho fora de estrada.
  • Agrale Explorer: Linha mais moderna que apresentou inovações para o mercado nacional.

Transição e Foco Atual

Embora tenha sido uma importante fabricante de motocicletas nas décadas de 80 e 90, a Agrale redirecionou seu foco de produção para outros segmentos a partir dos anos 2000. A empresa gradualmente abandonou a fabricação de motocicletas para concentrar esforços nos setores de:

  • Tratores agrícolas
  • Caminhões leves e médios
  • Chassis para ônibus
  • Motores a diesel

Mercado e Presença Atual

Atualmente, a Agrale não compete mais no mercado de motocicletas, tendo encerrado a produção desses veículos há alguns anos. A empresa direcionou seus investimentos para os segmentos onde possuía maior competitividade, como o de veículos comerciais leves, médios e tratores.

No auge de sua produção de motocicletas, a Agrale chegou a fabricar cerca de 50 mil unidades por ano, mas com a crescente concorrência das marcas japonesas e, posteriormente, das marcas chinesas que entraram no mercado brasileiro com preços competitivos, a empresa optou por descontinuar esta linha de produtos.

Legado no Mundo das Duas Rodas

Apesar de não produzir mais motocicletas, a Agrale deixou um legado importante no desenvolvimento da indústria brasileira de duas rodas. Foi uma das pioneiras na nacionalização de componentes e no desenvolvimento de tecnologia própria para motocicletas.

As motos Agrale são lembradas até hoje por sua simplicidade mecânica, robustez e facilidade de manutenção - características que as tornaram populares especialmente em regiões do interior do Brasil, onde a durabilidade e a resistência eram atributos extremamente valorizados.

Curiosidades

Um fato interessante é que muitos dos modelos Agrale utilizavam motores Cagiva e, posteriormente, Rotax, fruto de parcerias tecnológicas com fabricantes europeus. Esta estratégia permitiu à empresa oferecer produtos com qualidade comparável às concorrentes internacionais, mas mantendo características adaptadas ao mercado brasileiro.

A Agrale também teve participação em competições off-road nacionais, especialmente com os modelos SXT e Dakar, que ganharam notoriedade no cenário do motociclismo esportivo brasileiro nos anos 80 e 90.

Embora não seja mais uma player ativo no setor de motocicletas, a Agrale continua sendo um importante símbolo da indústria automotiva nacional, representando a capacidade brasileira de desenvolver e produzir veículos com tecnologia própria.

AGRALE SXT 27.5 E 190cc

A AGRALE SXT 27.5 E 190cc representa um capítulo importante na história do motociclismo off-road brasileiro. Esta motocicleta robusta foi desenvolvida para entusiastas que buscam uma experiência genuína de pilotagem em trilhas e terrenos acidentados, combinando a tradição da fabricação nacional com a durabilidade necessária para enfrentar os mais diversos desafios do off-road. Voltada principalmente para praticantes de enduro e trilheiros experientes, a SXT 27.5 carrega consigo o DNA de resistência que sempre caracterizou os produtos da marca gaúcha.

Design e Categoria

Pertencente à categoria trail/enduro, a SXT 27.5 E apresenta um design funcional e sem excessos, típico das motocicletas off-road dos anos 90 e início dos 2000. Com suas linhas retas, paralamas elevados e conjunto visual minimalista, a moto prioriza a funcionalidade sobre a estética. Lançada originalmente no mercado brasileiro, a SXT 27.5 E ganhou reconhecimento por sua silhueta característica, com tanque de combustível alongado, banco plano e suspensão com curso generoso, elementos que refletem sua vocação para trilhas e competições de enduro. A plasticidade reduzida e o visual despojado remetem à escola clássica das motos off-road, onde menos é mais quando o assunto é enfrentar terrenos difíceis.

Motor e Desempenho

O coração da SXT 27.5 E é um motor monocilíndrico de 190cc, dois tempos, refrigerado a ar. Este propulsor, ainda que de cilindrada modesta, entrega uma potência aproximada de 18 cavalos, mais do que suficiente para proporcionar agilidade em trilhas e subidas íngremes. O torque concentrado em baixas e médias rotações é uma das características mais elogiadas deste motor, permitindo ao piloto extrair força mesmo em situações de pouca aderência. A transmissão manual de 5 velocidades é precisa e bem escalonada, facilitando a pilotagem em diferentes tipos de terreno. O sistema de alimentação por carburador, apesar de considerado tradicional, oferece a vantagem da simplicidade mecânica e facilidade de manutenção em campo – uma característica valorizada por quem se aventura em regiões remotas.

Chassi e Ciclística

Construída sobre um chassi tubular de aço de alta resistência, a SXT 27.5 E foi projetada para suportar os impactos constantes do uso off-road. A suspensão dianteira conta com garfos telescópicos de longo curso, enquanto a traseira utiliza um sistema mono-amortecido progressivo, proporcionando uma excelente absorção de impactos em terrenos irregulares. Os freios a tambor, tanto na roda dianteira quanto na traseira, podem parecer ultrapassados pelos padrões atuais, mas oferecem modulação previsível em terrenos soltos, característica importante para o controle em descidas técnicas. As rodas raiadas (21 polegadas na dianteira e 18 na traseira) seguem o padrão das motos de enduro, permitindo o uso de pneus específicos para cada tipo de terreno e oferecendo a resistência necessária para absorver impactos sem deformações.

Curiosidades e Pontos de Destaque

A AGRALE, empresa brasileira fundada em 1962 em Caxias do Sul (RS), inicialmente focada na produção de tratores e equipamentos agrícolas, deixou sua marca no mundo das duas rodas com modelos como a SXT 27.5 E. Um aspecto interessante deste modelo é que ele representa um período em que a indústria nacional de motocicletas buscava se firmar com produtos próprios, resistentes às particularidades dos terrenos brasileiros. A simplicidade mecânica da SXT 27.5 E é, na verdade, um de seus maiores trunfos: com poucas ferramentas é possível realizar a maioria dos reparos básicos, característica valorizada por quem se aventura em regiões remotas. Outro ponto de destaque é a adaptabilidade da moto – ao longo dos anos, muitos proprietários personalizaram suas SXT para diferentes finalidades, desde competições amadoras até o uso como moto utilitária em propriedades rurais, demonstrando a versatilidade do projeto original. A disponibilidade de peças de reposição no mercado nacional também contribuiu para a longevidade deste modelo, que mesmo anos após o fim de sua produção, ainda mantém uma base fiel de entusiastas e colecionadores.

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