As motos de alta cilindrada são o segmento que mais cresce no Brasil em 2026. Dados da Abraciclo mostram que as motos acima de 450 cc tiveram alta de quase 20% na produção entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 46,5 mil unidades fabricadas no Polo Industrial de Manaus (PIM), contra 38,9 mil no ano passado.

O ritmo supera o das demais faixas. As motos de baixa cilindrada, de até 160 cc, cresceram 10,3%, e as de 161 a 449 cc avançaram 7,3%. O total produzido no período chegou a 1.645.034 unidades, alta de 9,9% e o melhor resultado para os nove primeiros meses desde 2008.
Apesar do crescimento acelerado, as motos de alta cilindrada respondem por apenas 2,8% de tudo o que foi produzido no acumulado do ano. Em setembro, foram 4.774 unidades, ou 2,5% do volume do mês.

Honda CG 160 permanece dominante entre as motos mais vendidas do país
O Brasil continua sendo, essencialmente, um país de motos pequenas. As de até 160 cc somaram 1.295.499 unidades, ou 78,8% do total. Em seguida vêm as de média cilindrada, entre 161 e 449 cc, com 302.992 unidades e 18,4% de participação.
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Alta cilindrada no Brasil
A categoria usada pela Abraciclo como motos de alta cilindrada engloba todos os modelos acima de 450 cc. Isso inclui motos que muitos consumidores, e também parte do mercado e da imprensa, enxergam como de média cilindrada. O número, portanto, mede um conjunto mais amplo do que o termo sugere à primeira vista.
Para o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, o movimento reflete uma mudança no perfil de parte dos compradores. “Há um movimento crescente por modelos de maior desempenho, conforto e tecnologia. É um público que busca uma experiência de pilotagem diferenciada”, afirmou. A produção de cada segmento de motos de alta cilindrada ficou assim:
| Categoria | Setembro/2025 | Setembro/2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Naked | 2.585 | 3.474 | +34,4% |
| Sport | 1.399 | 1.917 | +37,0% |
| Super Sport | 193 | 356 | +84,5% |
| Sport Touring | 88 | 430 | +388,6% |
| Big Trail | 1.673 | 1.158 | -30,8% |
Mercado aquecido
O bom momento não se restringe ao topo da pirâmide. No varejo, foram emplacadas 1.783.972 motocicletas de janeiro a setembro, recorde para o período e alta de 10,5% sobre o ano passado. As exportações cresceram 23,7% no acumulado, com 36.489 unidades embarcadas.
Diante do desempenho, a Abraciclo revisou suas projeções para o ano. A estimativa de produção passou de 2,07 milhões para 2,1 milhões de motos, alta de 6% sobre 2025. Para as vendas internas, a previsão subiu de 2,3 milhões para 2,35 milhões de unidades emplacadas, crescimento de 6,9%. Nas exportações, a expectativa é de 48 mil motos embarcadas, 11,3% a mais que no ano anterior.
Vale registrar que os números de cilindrada se referem à produção das fábricas associadas à Abraciclo.