KAWASAKI KX 125 2003
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Kawasaki
Fundação e História
A Kawasaki Heavy Industries foi fundada em 1896 por Shozo Kawasaki em Tóquio, Japão, como um estaleiro. No entanto, a divisão de motocicletas Kawasaki só surgiu em 1960, quando a empresa adquiriu a Meguro Manufacturing Co., um fabricante japonês de motocicletas. A produção oficial de motocicletas sob a marca Kawasaki começou em 1962.
Chegada ao Brasil
A Kawasaki chegou oficialmente ao Brasil em 1975, mas ganhou maior força no mercado nacional a partir de 1994, quando estabeleceu uma parceria com a Kainbra, empresa que distribuiu suas motocicletas no país até 2007. Em 2008, a Kawasaki passou a ser representada pelo Grupo Izzo, e desde 2009 é administrada diretamente pela Kawasaki Motors do Brasil, subsidiária da matriz japonesa.
Estilos de Motocicletas
A Kawasaki é conhecida por fabricar diversos tipos de motocicletas, com uma forte reputação em determinados segmentos:
- Esportivas: As famosas Ninja, referência mundial em performance
- Naked: Linha Z, combinando estilo e desempenho
- Adventure/Touring: Versáteis para viagens longas e terrenos diversos
- Off-road: Motocicletas para trilhas e competições
- Cruiser: Modelos de estilo mais clássico, como a Vulcan
- Hypersport: Motos de altíssima performance como a H2
Modelos Icônicos
Ao longo de sua história, a Kawasaki criou alguns dos modelos mais emblemáticos do mundo das duas rodas:
- Ninja ZX-10R: Referência entre as esportivas de 1000cc, campeã mundial de Superbike
- Ninja H2/H2R: Primeira moto de produção supercharged (sobrealimentada), estabelecendo novos padrões de performance
- Z900: Naked que combina potência e agilidade, continuando o legado da lendária Z1
- Z1 (1972): Considerada revolucionária, foi a primeira superbike de quatro cilindros da Kawasaki
- Versys 650/1000: Versáteis para uso diário e viagens
- Vulcan: Linha cruiser com design clássico americano
- KX450: Referência no motocross profissional
Características Distintivas
A Kawasaki se destaca por algumas características que são marca registrada da empresa:
- Cor verde: O "Kawasaki Green" é uma das identidades visuais mais reconhecíveis no mundo das motos
- Foco em performance: Mesmo seus modelos mais acessíveis costumam ter bom desempenho
- Tecnologia avançada: Pioneira em diversos sistemas eletrônicos de assistência à pilotagem
- Engenharia robusta: Suas motos são conhecidas pela durabilidade e confiabilidade
Mercado Brasileiro
No Brasil, a Kawasaki tem consolidado sua presença com um portfólio diversificado. Em 2023, a marca comercializou aproximadamente 4.200 motocicletas no mercado brasileiro, representando um crescimento de cerca de 8% em relação ao ano anterior. Embora não tenha o volume de vendas das marcas líderes como Honda e Yamaha, a Kawasaki ocupa um segmento premium importante no mercado.
Os modelos mais vendidos da marca no Brasil são a Versys 650, a Z900 e a Ninja 400, evidenciando a preferência do consumidor brasileiro por modelos versáteis e de média cilindrada. A marca também tem investido na ampliação de sua rede de concessionárias, que atualmente conta com mais de 40 pontos de venda espalhados pelo território nacional.
Inovações Recentes
A Kawasaki tem demonstrado forte compromisso com a inovação, sendo pioneira em várias tecnologias. Em 2015, lançou a revolucionária Ninja H2R, primeira moto de produção com compressor (supercharger), capaz de desenvolver mais de 300cv de potência. Mais recentemente, anunciou planos para o desenvolvimento de motocicletas elétricas e híbridas, além de modelos movidos a hidrogênio, posicionando-se na vanguarda da transição energética no setor.
Em 2023, a empresa surpreendeu o mercado ao apresentar oficialmente seus primeiros protótipos elétricos e anunciou que até 2035 toda sua linha principal terá versões eletrificadas, demonstrando seu compromisso com a sustentabilidade sem abrir mão da performance que é marca registrada da empresa.
Com mais de 60 anos de história na produção de motocicletas, a Kawasaki continua sendo sinônimo de tecnologia, desempenho e design arrojado, conquistando apaixonados por duas rodas em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde mantém um público fiel e em constante crescimento.
Kawasaki KX 125
A Kawasaki KX 125 é uma lendária motocicleta off-road que conquistou seu lugar na história do motocross mundial com uma combinação perfeita de agilidade extrema, potência explosiva e maneabilidade superior. Projetada para pilotos iniciantes em competições, jovens talentos em ascensão e entusiastas que buscam uma experiência pura de pilotagem fora de estrada, a KX 125 representa a essência do motocross em sua forma mais autêntica e desafiadora.
Design e Categoria
Pertencente à categoria trail/off-road, a KX 125 exibe um design agressivo e funcional que reflete sua vocação para as pistas de motocross. Sua carenagem minimalista em verde característico da Kawasaki (o famoso Kawasaki Lime Green) com detalhes gráficos dinâmicos expõe propositalmente componentes mecânicos, priorizando a redução de peso e a funcionalidade em detrimento do estilo. Desde seu lançamento inicial nos anos 1970 até sua produção mais recente, a KX 125 evoluiu constantemente, mantendo-se como referência na categoria de 125cc. No Brasil, diversas gerações desta moto ajudaram a formar campeões nacionais, sendo um modelo particularmente apreciado pela sua combinação de desempenho acessível e capacidade competitiva.
Motor e Desempenho
O coração da KX 125 é seu motor monocilíndrico de dois tempos com 124cc, refrigerado a líquido, que se tornou sinônimo de adrenalina pura. Diferente dos motores quatro tempos que dominam o mercado atual, o propulsor de dois tempos da KX entrega aproximadamente 40 cavalos de potência em uma moto que pesa menos de 90kg, resultando em uma relação peso/potência impressionante. Esta configuração proporciona uma curva de potência explosiva, especialmente nas rotações mais altas, exigindo do piloto técnica apurada para extrair o máximo desempenho. A resposta instantânea do acelerador e a entrega de potência agressiva são características que definem a experiência de pilotagem desta máquina, favorecendo um estilo de condução ativo e dinâmico. O sistema de transmissão de 6 marchas permite explorar toda a faixa de potência do motor, com uma primeira marcha curta para arrancadas explosivas e marchas superiores espaçadas para maximizar a velocidade nas retas.
Chassi e Ciclística
O chassi perimetral de alumínio da KX 125 é projetado com foco absoluto na agilidade e no controle em terrenos acidentados. A suspensão dianteira conta com garfos invertidos de longo curso (aproximadamente 300mm), totalmente ajustáveis em compressão e retorno, permitindo configurações precisas para diferentes tipos de terreno e estilos de pilotagem. Na traseira, o sistema de monoamortecedor Uni-Trak, também ajustável, proporciona excelente tração e absorção de impactos nos saltos. Os freios a disco em ambas as rodas oferecem potência de frenagem progressiva e controlável, essencial para as manobras técnicas exigidas no motocross. As rodas de 21 polegadas na dianteira e 19 na traseira, equipadas com pneus específicos para off-road, garantem tração ideal tanto em superfícies soltas quanto em terrenos compactados.
Curiosidades e Pontos de Destaque
Um aspecto fascinante da KX 125 é sua contribuição para o desenvolvimento de grandes pilotos. Por décadas, esta motocicleta serviu como plataforma de treinamento para futuros campeões mundiais, incluindo nomes como James Stewart e Ricky Carmichael. A moto é conhecida por sua manutenção relativamente simples comparada às quatro tempos modernas, embora exija ajustes mais frequentes para manter o desempenho ideal. A KX 125 foi uma das últimas grandes motocicletas de dois tempos produzidas em larga escala antes das regulamentações ambientais mais rígidas favorecerem os motores de quatro tempos nas competições oficiais. Outro elemento distintivo é o sistema KIPS (Kawasaki Integrated Power-valve System), que altera a altura da janela de exaustão do motor conforme a rotação, otimizando a potência ao longo de toda a faixa de uso. Este sistema pioneiro ajudou a transformar os motores de dois tempos, tradicionalmente conhecidos por serem difíceis de pilotar, em unidades com entrega de potência mais gerenciável e ampla.