AGRALE CITY 50 2001

Código Fipe: 801002-1
Ano do Modelo:
FIPE
R$ 1.535,00
Valor do modelo segundo a tabela FIPE
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AGRALE

História e Fundação

Fundada em 1962 na cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, a Agrale é uma empresa genuinamente brasileira que faz parte do Grupo Francisco Stedile. Inicialmente chamada de Indústria Gaúcha de Implementos Agrícolas (IGASA), a empresa assumiu o nome Agrale S.A. em 1965, destacando-se como uma das poucas fabricantes de veículos com capital 100% nacional.

Entrada no Mercado de Motocicletas

A Agrale iniciou sua produção de motocicletas em 1982, quando adquiriu as instalações, ferramental e tecnologia da empresa alemã Bücker & Co, que fabricava as motocicletas da marca Kasinski no Brasil. Esta aquisição marcou a entrada oficial da Agrale no competitivo mercado brasileiro de duas rodas.

Estilo de Motos

A Agrale se especializou na produção de motocicletas de pequena e média cilindrada, com foco em:

  • Motocicletas on/off-road (trail)
  • Motocicletas utilitárias de baixa cilindrada
  • Motos de trabalho e entrega
  • Veículos para uso militar e policial

Modelos Icônicos

Ao longo de sua trajetória no segmento de duas rodas, a Agrale produziu alguns modelos que se tornaram referência no mercado brasileiro:

  • Agrale Elefant 16.5: Uma das primeiras motocicletas produzidas pela marca, que se destacou pela robustez e facilidade de manutenção.
  • Agrale SST: Modelo trail de 125cc e 27.5cc que marcou presença no mercado nos anos 80 e 90.
  • Agrale Dakar: Inspirada nas competições de rally, foi uma das motos mais emblemáticas da marca.
  • Agrale SXT: Modelo off-road que conquistou admiradores pelo seu desempenho fora de estrada.
  • Agrale Explorer: Linha mais moderna que apresentou inovações para o mercado nacional.

Transição e Foco Atual

Embora tenha sido uma importante fabricante de motocicletas nas décadas de 80 e 90, a Agrale redirecionou seu foco de produção para outros segmentos a partir dos anos 2000. A empresa gradualmente abandonou a fabricação de motocicletas para concentrar esforços nos setores de:

  • Tratores agrícolas
  • Caminhões leves e médios
  • Chassis para ônibus
  • Motores a diesel

Mercado e Presença Atual

Atualmente, a Agrale não compete mais no mercado de motocicletas, tendo encerrado a produção desses veículos há alguns anos. A empresa direcionou seus investimentos para os segmentos onde possuía maior competitividade, como o de veículos comerciais leves, médios e tratores.

No auge de sua produção de motocicletas, a Agrale chegou a fabricar cerca de 50 mil unidades por ano, mas com a crescente concorrência das marcas japonesas e, posteriormente, das marcas chinesas que entraram no mercado brasileiro com preços competitivos, a empresa optou por descontinuar esta linha de produtos.

Legado no Mundo das Duas Rodas

Apesar de não produzir mais motocicletas, a Agrale deixou um legado importante no desenvolvimento da indústria brasileira de duas rodas. Foi uma das pioneiras na nacionalização de componentes e no desenvolvimento de tecnologia própria para motocicletas.

As motos Agrale são lembradas até hoje por sua simplicidade mecânica, robustez e facilidade de manutenção - características que as tornaram populares especialmente em regiões do interior do Brasil, onde a durabilidade e a resistência eram atributos extremamente valorizados.

Curiosidades

Um fato interessante é que muitos dos modelos Agrale utilizavam motores Cagiva e, posteriormente, Rotax, fruto de parcerias tecnológicas com fabricantes europeus. Esta estratégia permitiu à empresa oferecer produtos com qualidade comparável às concorrentes internacionais, mas mantendo características adaptadas ao mercado brasileiro.

A Agrale também teve participação em competições off-road nacionais, especialmente com os modelos SXT e Dakar, que ganharam notoriedade no cenário do motociclismo esportivo brasileiro nos anos 80 e 90.

Embora não seja mais uma player ativo no setor de motocicletas, a Agrale continua sendo um importante símbolo da indústria automotiva nacional, representando a capacidade brasileira de desenvolver e produzir veículos com tecnologia própria.

Agrale City 50

A Agrale City 50 representa um marco na mobilidade urbana brasileira, posicionando-se como uma opção econômica e prática para o deslocamento nas cidades congestionadas. Desenvolvida pela tradicional fabricante brasileira Agrale, esta pequena moto de baixa cilindrada foi concebida especialmente para atender às necessidades de um público iniciante ou que busca praticidade e baixo custo de manutenção para o dia a dia, oferecendo uma alternativa acessível em um mercado cada vez mais competitivo.

Design e Categoria

Classificada como uma motocicleta da categoria Cub/Scooter, a City 50 apresenta um design simples e funcional, característico dos veículos urbanos de baixa cilindrada. Suas linhas são despojadas e utilitárias, sem excessos estéticos, privilegiando a funcionalidade. Lançada no Brasil durante os anos 2000, a City 50 ganhou reconhecimento por sua silhueta compacta e postura de pilotagem confortável, com posição ereta que facilita a visibilidade no trânsito. O visual remete aos modelos populares asiáticos, com um caráter prático e urbano que se adequa perfeitamente ao seu propósito principal: a mobilidade eficiente no cenário urbano brasileiro.

Motor e Desempenho

O coração da Agrale City 50 é um motor monocilíndrico de dois tempos com 50 cilindradas, refrigerado a ar, uma configuração clássica para veículos desta categoria. Este propulsor modesto desenvolve aproximadamente 4,5 cavalos de potência, o que pode parecer pouco para padrões atuais, mas é perfeitamente adequado para seu propósito urbano e compatível com a legislação que permite sua condução com habilitação categoria A ou B. A transmissão é simples e eficiente, com câmbio de quatro marchas acionado pelo pé, um diferencial em relação às scooters automáticas que dominaram posteriormente o mercado. Na prática, esse conjunto mecânico traduz-se em uma pilotagem leve e econômica, com consumo médio que pode ultrapassar os 40 km/l em condições ideais, tornando-a extremamente atraente para o uso cotidiano. Sua velocidade máxima, em torno de 60 km/h, é suficiente para o trânsito urbano, embora limite seu uso em vias expressas.

Chassi e Ciclística

Construída sobre um chassi tubular simples mas resistente, a City 50 privilegia a agilidade e a leveza, pesando menos de 90 kg. A suspensão dianteira utiliza garfo telescópico convencional com curso limitado, enquanto a traseira conta com um sistema de duplo amortecedor, configuração básica que cumpre sua função em pavimentos regulares, embora possa transmitir mais impactos ao piloto em terrenos acidentados. Os freios são igualmente simples, com tambor tanto na roda dianteira quanto na traseira, oferecendo potência de frenagem adequada para as velocidades atingidas pelo modelo, mas exigindo manutenção regular para preservar sua eficiência. As rodas de pequeno diâmetro contribuem para a agilidade no tráfego urbano e facilitam manobras em espaços apertados, característica valorizada por quem enfrenta o trânsito congestionado das grandes cidades brasileiras.

Curiosidades e Pontos de Destaque

Um aspecto interessante da Agrale City 50 é sua participação na história da indústria motociclística brasileira, representando um período em que a Agrale buscava diversificar seu portfólio para além dos tratores e veículos utilitários pelos quais era mais conhecida. A City 50 também se destacou por sua simplicidade mecânica, que permitia manutenções básicas realizadas pelo próprio usuário, algo cada vez mais raro nos veículos modernos. Outro ponto relevante é seu baixíssimo custo operacional, tanto em termos de consumo de combustível quanto em relação a peças e serviços, o que a transformou em uma opção popular para serviços de entregas rápidas e mensageiros urbanos durante seu período de comercialização. Embora não conte com tecnologias avançadas presentes em modelos contemporâneos, como injeção eletrônica ou freios ABS, a City 50 conquistou seu espaço no mercado brasileiro justamente por sua abordagem minimalista e funcional, entregando exatamente o que prometia: mobilidade urbana eficiente e acessível.

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