A Zero Motorcycles conquistou o recorde do Guinness para a maior distância percorrida por uma moto elétrica sem recarregar: 436,5 km. É o suficiente para ir de São Paulo a Curitiba sem parar na tomada, mas tem um “detalhe: a velocidade média foi de 52 km/h, o que faria a viagem durar cerca de oito horas e meia.

Foto: divulgação
A viagem
O feito foi do piloto belga Jelle Verstaen, em uma Zero DS de produção equipada com o acessório opcional Power Tank. Ele soma 3,6 kWh à bateria padrão de 15,6 kWh e leva a capacidade total a 19,2 kWh.
A moto estava totalmente original, inclusive nos pneus e na calibragem, sem carenagem aerodinâmica especial nem bateria experimental. O trajeto partiu dos Alpes franco-italianos em direção ao Mediterrâneo e superou em mais de 40% o recorde anterior, de 311 km.
Duas outras motos participaram da tentativa: a Zero SR/S percorreu 350,2 km e a Zero DSR/X chegou a 384,1 km. Os três modelos, todos de produção em série, ficaram acima do recorde antigo.

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Rota
O percurso foi pensado para maximizar a autonomia da moto elétrica, com descidas de montanha, frenagem regenerativa e estradas tranquilas. A velocidade de cruzeiro ficou em torno de 51 km/h sempre que as condições permitiram.
Em rodovia, o cenário é outro. Em velocidades mais altas, o arrasto aerodinâmico reduz bastante o alcance, e bagagem, garupa, mau tempo e poucos pontos de recarga pioram o quadro.

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Moto elétrica viagens longas?
O recorde mostra a evolução das baterias, da eficiência do motor e da frenagem regenerativa, mas não resolve o principal obstáculo para viagens longas de moto elétrica: a recarga. Uma moto a gasolina é reabastecida em minutos e encontra posto em quase todo lugar, enquanto a elétrica exige mais planejamento e paradas mais demoradas. Além do mais, a velocidade média nas estradas é bem baixa, podendo deixar mais insegura a viagem.
Para o trajeto até o trabalho e passeios de fim de semana, isso já é administrável. Para quem roda centenas de quilômetros com frequência, o motor a combustão ainda leva vantagem.
