A Honda pretende elevar a capacidade de produção anual na Índia de 6,25 milhões para quase 8 milhões de unidades até 2028. O acréscimo, de cerca de 2 milhões de motos por ano. Para ter uma ideia, esse aumento é praticamente o mercado brasileiro inteiro (que é um dos maiores do mundo). A ideia é fabricar no país não só para os indianos, mas também para abastecer outros mercados.

Honda inaugura mega fábrica na Turquia

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Mercado mundial

Cerca de 50 milhões de motos são vendidas por ano no mundo, e aproximadamente 40% saem das fábricas da Honda. A segunda colocada, a indiana Hero, produz 6,5 milhões de unidades, seguida por Yamaha (cerca de 5 milhões), Suzuki (2,26 milhões) e Kawasaki (cerca de 500 mil).

A Índia, maior mercado do planeta, vende cerca de 20 milhões de motos por ano. A Honda projeta que a demanda global chegue a 60 milhões até 2030, e a disputa deve se concentrar em volume, custos e produção local.

Fábrica Honda na Índia passará por ajustes de projeto até 2028

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Os chineses crescem com custos baixos, produtos mais bem equipados e presença internacional maior, inclusive na Europa, onde já oferecem modelos mais potentes e tecnológicos. As marcas indianas, por sua vez, apoiam-se em marcas europeias de prestígio para elevar a qualidade e ganhar reconhecimento fora do país. Tarifas e exigências de produção local aumentam a pressão, e produzir perto do consumidor reduz riscos e custos. 

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Exportações

A Índia será a base de fornecimento para outros países asiáticos, e a mesma lógica pode valer para Brasil e Turquia, com produção local e adaptação a cada mercado. Nos mercados maduros, como a Europa, o foco é em modelos de maior valor agregado, com tecnologias como o câmbio DCT, a embreagem eletrônica e o futuro modelo V3R 900 E-Compressor. A eletrificação avançará de forma desigual, conforme a demanda e a regulamentação de cada região.

 

Honda no mercado nacional

A Honda segue dominante no Brasil, com cerca de 65% do mercado de aproximadamente 2 milhões de motos por ano, sustentada por modelos de baixa cilindrada como CG 160, Biz e Pop. O movimento que chama atenção está na média cilindrada (que a Honda também domina), mas marcas chinesas, como CFMOTO, Zontes, e indianas, como Royal Enfield e Bajaj, oferecem maior custo benefício, com painel TFT, conectividade e modos de pilotagem, e já aproveitam a montagem em Manaus para segurar custos.

Pra fazer 8 milhões de motos: Honda decide aumentar produção na Índia

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