SUZUKI GSR 125 2016
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SUZUKI
História e Fundação
Fundada em 1909 por Michio Suzuki na cidade de Hamamatsu, Japão, a Suzuki iniciou suas atividades como fabricante de teares para a indústria têxtil. Foi somente após a Segunda Guerra Mundial, em 1952, que a empresa lançou sua primeira motocicleta, a "Power Free", uma pequena bicicleta motorizada com 36cc que atendia à crescente demanda por transporte acessível no Japão pós-guerra.
Chegada ao Brasil
A Suzuki chegou oficialmente ao Brasil em 1992, embora algumas de suas motos já fossem importadas antes disso por empresas terceirizadas. A entrada formal no mercado brasileiro ocorreu através de uma joint venture com a J.Toledo, que ficou responsável pela importação e distribuição das motocicletas da marca no país. Em 2014, a Suzuki assumiu diretamente o controle de suas operações no Brasil, criando a Suzuki do Brasil Automotores.
Estilo de Motos
A Suzuki se destaca pela diversidade de seu catálogo, fabricando motocicletas em praticamente todos os segmentos:
- Esportivas: A linha GSX-R representa as superbikes da marca
- Naked: Modelos como a GSX-S1000 e a antiga Bandit oferecem potência sem carenagem
- Trail/Adventure: A V-Strom é a representante da marca neste segmento, com versões até 1050cc
- Off-road: A linha DR e a clássica RM-Z para motocross são referências no segmento
- Custom/Cruiser: A linha Boulevard representa as cruisers da marca
- Street/City: Modelos urbanos como a GSX-S150, Gixxer 150 e Burgman (scooter). No Brasil, ainda ofereceu clássicos como a Intruder 125
Modelos Icônicos
Ao longo de sua história, a Suzuki produziu algumas das motocicletas mais emblemáticas e revolucionárias do mercado:
- GSX-R1000: Lançada em 2001, é considerada uma das superbikes mais puras e radicais do mercado, tendo conquistado diversos campeonatos mundiais de Superbike e Endurance
- Hayabusa: Quando foi lançada em 1999, a GSX-1300R Hayabusa quebrou recordes como a moto de produção em série mais rápida do mundo, alcançando mais de 300 km/h
- V-Strom 650: Uma das adventure bikes mais equilibradas e versáteis do mercado, conhecida pela sua confiabilidade
- Bandit: Nas versões 600 e 1200cc, foi uma das naked bikes mais vendidas no Brasil, apreciada por sua versatilidade
- DR650: Um ícone entre as trail bikes, famosa por sua robustez e simplicidade mecânica
Números de Mercado no Brasil
No mercado brasileiro, a Suzuki tem mantido uma presença constante, embora com volumes menores que concorrentes como Honda e Yamaha. Em 2023, a marca emplacou aproximadamente 9.000 motocicletas no Brasil, representando cerca de 0,5% do mercado nacional de duas rodas.
A V-Strom 650 continua sendo o modelo mais vendido da marca no país, especialmente após a nacionalização de sua produção em Manaus, o que permitiu uma redução significativa de preço. O modelo GSX-S750, produzido na fábrica da Suzuki em Manaus desde 2019, também mostrou bons números de vendas - até sua aposentadoria, em 2025
Legado e Tecnologia
A Suzuki consolidou seu nome no motociclismo mundial não apenas por suas motos de rua, mas também por suas conquistas nas pistas. A marca acumula diversos títulos no MotoGP, incluindo campeonatos conquistados por lendas como Kevin Schwantz, Kenny Roberts Jr. e Joan Mir em 2020.
Tecnologicamente, a Suzuki foi pioneira em diversos aspectos. Foi uma das primeiras a implementar sistemas de injeção eletrônica em motocicletas esportivas e desenvolveu o revolucionário sistema SRAD (Suzuki Ram Air Direct), que aumenta a potência do motor em altas velocidades através da pressurização da admissão de ar.
O sistema de controle de tração S-DMS (Suzuki Drive Mode Selector), presente em modelos como a GSX-R1000 e V-Strom 1050, permite ao piloto escolher diferentes modos de pilotagem, adaptando a entrega de potência às condições da pista ou estrada.
Perspectivas Futuras
A Suzuki tem investido em tecnologias de eletrificação, apresentando protótipos de scooters elétricas em feiras internacionais. No Brasil, a marca busca ampliar sua rede de concessionárias e fortalecer seu posicionamento no segmento de média e alta cilindrada, onde possui modelos competitivos.
A estratégia atual da Suzuki no Brasil inclui a ampliação da produção nacional em sua fábrica de Manaus, o que permite preços mais competitivos através dos incentivos fiscais da Zona Franca, além de facilitar o acesso a financiamentos pelo BNDES.
Com mais de 110 anos de história e 70 anos de experiência na produção de motocicletas, a Suzuki continua sendo uma marca que combina tradição, inovação tecnológica e performance, oferecendo produtos que atendem desde o motociclista iniciante até o mais exigente entusiasta de duas rodas.
Suzuki GSR 125
A Suzuki GSR 125 representa a porta de entrada perfeita ao mundo das duas rodas, posicionando-se como uma opção acessível e descomplicada para iniciantes e para quem busca economia no deslocamento diário. Combinando um design inspirado em suas irmãs maiores com mecânica simplificada, este modelo é direcionado principalmente a motociclistas urbanos que buscam praticidade, baixo custo de manutenção e consumo reduzido de combustível, sem abrir mão de um visual contemporâneo.
Design e Categoria
Integrante da categoria street, a GSR 125 adota uma estética naked moderna, com linhas agressivas que remetem às suas irmãs maiores da família GSR, como a GSR 750. Seu tanque de combustível esculpido, carenagens laterais compactas e rabeta elevada conferem um aspecto esportivo, apesar de seu propósito essencialmente utilitário. Introduzida em diversos mercados emergentes, incluindo o brasileiro, a GSR 125 mantém um design atemporal que agrada tanto a jovens em busca da primeira moto quanto a usuários experientes que valorizam economia e funcionalidade.
Motor e Desempenho
No coração da GSR 125 pulsa um motor monocilíndrico de 124,7cc, quatro tempos, com alimentação por carburador e refrigeração a ar. Este propulsor desenvolve aproximadamente 11 cavalos de potência e cerca de 1,0 kgf.m de torque. Embora esses números pareçam modestos, eles se traduzem em uma condução leve e econômica para o ambiente urbano. O câmbio de cinco velocidades oferece relações bem escalonadas para otimizar o uso da faixa de potência disponível, tornando a moto ágil no trânsito e bastante econômica, com média superior a 40 km/l em condições normais de uso. O sistema de partida elétrica e a presença de partida a pedal como redundância garantem praticidade no dia a dia.
Chassi e Ciclística
A GSR 125 é construída sobre um chassi tubular em aço, projetado para oferecer boa rigidez estrutural sem comprometer o baixo peso do conjunto, que gira em torno de 115 kg em ordem de marcha. A suspensão dianteira utiliza garfos telescópicos convencionais com curso aproximado de 120 mm, enquanto na traseira um conjunto de duplo amortecedor com ajuste de pré-carga da mola proporciona conforto adequado para o uso urbano. O sistema de freios combina um disco na dianteira de aproximadamente 245 mm, oferecendo boa modulação e potência, com um freio a tambor na traseira de cerca de 130 mm. As rodas de liga leve de 17 polegadas calçam pneus nas medidas 2.75-17 na dianteira e 3.00-17 na traseira, garantindo bom equilíbrio entre estabilidade e manobrabilidade no ambiente urbano.
Curiosidades e Pontos de Destaque
Um dos principais destaques da Suzuki GSR 125 é sua excelente relação custo-benefício, sendo posicionada como uma alternativa acessível às scooters e ciclomotores para quem prefere a ergonomia e a condução de uma motocicleta convencional. O baixo consumo de combustível é outro ponto forte, fazendo dela uma escolha inteligente para quem percorre grandes distâncias diariamente. O painel de instrumentos mescla elementos analógicos e digitais, com velocímetro, tacômetro, hodômetro e luzes indicadoras, oferecendo todas as informações essenciais ao piloto. A posição de pilotagem é neutra e confortável, com o guidão posicionado a uma altura que facilita manobras em baixa velocidade e garante boa visibilidade no trânsito. O assento em dois níveis acomoda bem o piloto e um eventual passageiro, embora o modelo tenha foco principal no uso solo. A autonomia considerável, proporcionada pelo tanque de aproximadamente 16 litros, combinada com o excelente consumo de combustível, permite que o usuário fique mais tempo rodando e menos tempo nas bombas de combustível, aspecto bastante valorizado por quem utiliza a motocicleta como meio de transporte diário.