| Outras matérias sobre Tuning | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Texto e fotos Laner Azevedo/Moto Fúria |
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Suzuki GS 500 Turbo |
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Construindo um sonho Apaixonado por moto desde quando se deu por gente, o divertido Empresário José Horácio Cardoso Oliveira de 34 anos, afirma que seu grande orgulho é a impressionante GS 500 turbo, que com muito sacrifício, foi construída do jeito que sempre sonhou. Os ralados e o bolso do pobre Shimu, doeram mesmo quando ele recebeu o orçamento de um concessionário da Suzuki, que segundo ele era tão alto, que a opção mais viável encontrada por ele, foi personalizar sua GS 500. E foi o que ele fez, além das peças que haviam sido danificadas, outros acessórios foram instalados e pequenas modificações também fizeram a GS uma moto mais atraente. Quando a nescessidade daz a ocasião
Com experiência na área naval, que atesta sua aptidão em desenvolver projetos onde a precisão e a resistência são primordiais, o preparador e artista teve a idéia de transformarem a suspensão que originalmente é um mono-cheque, e um mono-braço, mesmo sistema utilizado largamente nas italianíssimas Ducati. A empreitada exigiu muito tempo de trabalho, muitas noites em claro além de muita pesquisa e força de vontade. Ele confessa ainda que por ter sido a primeira vez que ele fez algo do gênero, a pesar do funcionamento ser preciso e confiável, as formas da peça parecem ter sido inspiradas no Dr. Frankenstein, e o peso da peça, em virtude de rua robustez, acabou ficando um pouco alto. Um dos pontos altos desse projeto ficou por conta do disco de freio e da coroa, que agora trabalham do mesmo lado, próximos um do outro. Ainda falando em freio a disco, o modelo utilizado nessa motocicleta além de grande, com medida próxima ao diâmetro da roda de 17 polegadas, possui um design arrojado, contribuindo para o visual nervoso da moto e também para ótimas frenagens. Empolgados com o resultado parcial, proprietário e preparador, durante uma pesquisa na Internet, viram um antigo protótipo da Honda cujo diferencial, eram os freios perimetrais, mais tarde adotados pela Buell. Após estudar com o fazer um freio similar para a GS 500 que se tornava uma moto cada vez mais interessante, Enio desenvolveu um suporte para o disco que foi fixado na borda da roda, e a partir de desenhos feitos por ele, uma empresa especializada, o construiu. Seu diâmetro inspira confiança: 375 mm. A pinça utilizada foi a de Twister, pois sua área de contato era ideal para trabalhar no novo disco. Buscando mais estabilidade, a suspensão dianteira foi substituída por uma do tipo up side down da marca Kayaba, exigindo um retrabalho no encaixe das novas e largas mesas. Pepsy Energy, a inspiração Tanto a suspensão dianteira, quanto o quadro elástico traseiro, e o pára-lama dianteiro foram pintados de preto fosco, que ajuda ma manter a moto um tanto quanto “discreta”. Afim de passar todas as informações importantes a quem conduz a moto, Enio adotou um painel de Tornado que trabalha em conjunto com outros três mostradores analógicos, que indicam a rotação, a pressão do óleo e também a pressão do turbo. Demonstrando capricho, detalhes como os espelhos com aparência e fibra de carbono, as manoplas transparentes com a inscrição GSX-R ou ainda os parafusos em alumínio anodizado em azul mostram que o conjunto de pequenos detalhes contribuem para um bom resultado do conjunto. Sopro milagroso
Contrariando muitos que o chamavam de louco, Shimu levou adiante o projeto de turbinar sua moto, e mais uma vez, Enio foi encarregado de fazer isso acontecer. A primeira tentativa foi a de utilizar só os carburadores originais da moto, com apenas alguns trabalhos. O resultado foi péssimo já que a moto falhava muito, apresentndo um desempenho pior eu a de uma moto original.
Esperando que as dores de cabeça fossem embora e a solução dos problemas fosse enfim encontrada, Enio retirou os carburadores e optou por instalar injeção eletrônica proveniente das motos quatro cilindros da marca. Segundo ele, a moto ficou um rojão em altos giros, mas em médios giros, ainda não agradava, tirando todo prazer da pilotagem. A solução só veio quando ele teve a brilhante e curiosa idéia de fazer o carburador trabalhar em conjunto com dois bicos de injeção eletrônica. Para que isso pudesse acontecer, pequenas flanges em metal, foram instaladas entre o coletor e o motor, e então, os bicos foram posicionados. O sistema funciona da seguinte maneira: até os seis mil RPM, a moto funciona normalmente com os dois carburadores originais, após essa faixa de rotação, o turbo começa a atuar, e nesse momento, os bicos de injeção suplementares começam a trabalhar. Segundo Enio, esse misto funcionou muito bom, pois o funcionamento do motor se apresenta linear, sem qualquer espécie de buraco ou falha. A pressão utilizada é pequena, apenas 0,4 bar, e a turbina usada foi uma Garret ponto 48 bipulsativa. Da água para o vinho A moto pegou muito fácil, talvez porque Enio decidiu não utilizar o álcool como combustível, já que a maioria dos preparadores costuma fazer essa opção. Para que o turbo funcione bem, e o motor não sofra danos, é necessário que a moto fique um tempo aquecendo. Após essa pequena espera, pude ver a moto em movimento. A mudança no desempenho é evidenciada na rapidez com que os giros crescem dos seis mil aos doze mil. Vigorosa, a aceleração da GS 500 mudou da água para o vinho, tornado-a muito divertida e mais prazerosa de pilotar. O turbo pede cuidados, como por exemplo, a bomba de gasolina sempre ligada e atenção redobrada na pressão do óleo, pois um descuido o motorzinho pode ir para beleléu. O balanço de todo esse projeto é positivo. Apesar de ter demorado três anos para ficar pronto e o custo ter sido alto, cerca de R$ 30.000, Shimu afirma que valeu a pena, e diz estar muito feliz com um de seus sonhos que se tornaram realidade. |
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Matéria
publicada em 08/06/2008 |
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